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12 de junho de 2014

roube c um artist

Há um tempo, a Ale Garattoni do blog homônimo – um dos meus preferidos! – indicou e superelogiou o livro Roube Como um Artista, de Austin Kleon. A animação dela foi tão grande que voltou a citá-lo em outros tantos posts, aumentando ainda mais a minha vontade de lê-lo.

Até que chegou a vez dele na minha lista literária e devorei em uma tarde, cheia de arrependimento por não ter lido antes.

Roube Como um Artista é tão perfeito para o meu momento… com sacadas e toques geniais, textos curtos e exemplos super aplicáveis ao nosso cotidiano, é daqueles livros que te sacode e dá ânimo imediato pra botar a cabeça a funcionar! Traz dez dicas para desbloquear sua criatividade e cada uma delas é subdividida em toques certeiros que me foram extremamente necessários e bem-vindos.

desbloqueie

Sabe aquela injeção de ânimo perfeita para aqueles dias de baixo astral, em que muitas vezes nos sentimos um pouco perdidas, com dúvidas se devemos ou não continuar a alimentar o nosso blog? Então! Esse livro é daqueles tem que ler, praticamente um tapa na cara, ideal para esses momentos. E também muito útil para outros ramos, não virtuais, em que um pouquinho de criatividade faz toda diferença pra melhorar o dia-a-dia.

Bom-roubo-mau-roubo

Mega indico! Como disse a Ale, fiquei com vontade de sair distribuindo esse livro por aí!!

ROUBE COMO UM ARTISTA





9 de junho de 2014

adulterio

 

Não sou das maiores fãs de Paulo Coelho. Dizem que ele é daquele tipo de autor que ou se ama ou se odeia… eu fico em cima do muro! Até Adultério, só tinha lido Onze Minutos e, embora tenha gostado bastante, não foi aquela literatura “quero mais”. Achei que os outros livros do autor seriam mais do mesmo. Só que não…

Adultério é narrado em primeira pessoa por Linda, uma jornalista suíça de 31 anos, casada, com dois filhinhos e uma vida típica de comercial de margarina. Sem entender o porquê, Linda muitas vezes não vê muito sentido na vida, sente-se infeliz e diversos questionamentos passam a perturbar sua mente. Pra completar, ela reencontra um amor da adolescência e se sente envolvida, bagunçando ainda mais seus sentimentos.

O desenrolar da estória, embora envolvente, não surpreende muito. De leitura fácil, acho que a grande sacada do livro são as reflexões e dúvidas comuns ao nosso cotidiano (em especial das mulheres, acredito eu), vistas sob a ótica de outra pessoa, ainda que fictícia. É impossível não se envolver com os dramas existenciais de Linda e, por vezes, até se identificar.

Um único detalhe que considerei falho é o fato de Linda ser um tanto nova para determinados questionamentos. Algumas questões abordadas no livro me parecem de mulheres na meia-idade, com mais vivência e não no auge da juventude como a personagem. Mas, enfim, é apenas um detalhe totalmente secundário.

Adorei a leitura e acho muito indicado para mulheres, maduras ou não, que gostem de refletir sobre relacionamentos, sentimentos, depressão e demais assuntos que, por vezes, nos assombram.

adulterio





30 de maio de 2014

malala

Malala é uma adolescente paquistanesa que, num país onde a educação feminina foi praticamente proibida, lutou por seu direito de ir à escola. Com uma família um tanto “moderna” para os padrões daquele país, desde criança Malala teve liberdade e o incentivo do pai, dono de uma escola, para lutar por seu direito ao conhecimento formal, tão secundário no Paquistão.

Tomado pelo Talibã, a vida no Vale do Swat, onde Malala vivia, tornou-se cada dia mais violenta e menos democrática. Ainda assim, Malala insistiu na luta por sua causa e, em 2012, foi baleada na cabeça em um atentado do grupo extremista islãmico. Quase como um milagre, ela sobreviveu. Hoje, aos 16 anos, recuperada, Malala vive no Reino Unido com sua família e continua defendendo o direito à educação, sendo inclusive a pessoa mais jovem a concorrer o Prêmio Nobel da Paz.

M_Id_401357_Malala_Yousafzai

Eu sou Malala é um livro incrível. Impressiona muito o contexto político tão ditatorial e antidemocrático do Paquistão, com sua população pobre, vivendo sob um regime extremamente autoritário, radical e bitolado em pleno século XXI. Não parece que vivemos no mesmo tempo. É como se a sociedade paquistanesa estivesse há anos-luz da evolução básica do ser humano globalizado. É um mundo a parte.

Sempre tive muito interesse pela cultura do Oriente Médio, pelo modo de vida da mulher muçulmana e esse livro é riquíssimo em detalhes acerca desses assuntos. E Malala é uma menina impressionante, com pensamentos e ideias fantásticas, uma jovem à frente de seu tempo e de seu “mundo”. Uma realidade quase oposta a nossa, ainda bem, mas que nos faz refletir e agradecer todos os dias por termos outra mentalidade.

Nós, seres humanos, não percebemos como Deus é grande. Ele nos deu um cérebro extraordinário e um coração amoroso e sensível. Abençoou-nos com  a capacidade de falar e expressar nossos sentimentos, dois olhos para ver um mundo de cores e beleza, dois pés que caminham pela estrada da vida, duas mãos que trabalham para nós, um nariz que aspira fragrâncias deliciosas e dois ouvidos para escutar palavras de amor.{p. 314}

Esse foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Biografia é meu gênero literário favorito e aliado a um assunto que muito me interessa, Eu sou Malala me marcou de verdade, foi daqueles livros que “economizei” as últimas páginas para que demorasse a terminar!

 

 

eu sou malala





20 de abril de 2014

estrelas 1

Faz alguns meses que li A Culpa é das Estrelas, mas, como fiquei um bom tempo offline, não tinha conseguido parar para registrar minhas impressões…

Comprei o livro com um pezão atrás! Puro preconceito, eu sei, mas sendo ele um fenômeno literário, estando sempre nos topos de listas de livros-mais-vendidos e por ter uma capa um tanto teenager demais para a minha idade pré-balzaquiana, não tava muito animada. Eis que li uma resenha daqui, um comentário dali e resolvi me aventurar nessa história dita apaixonante e ver o que tinha esse tão falado John Green!

Nosso amor não foi à primeira vista, não. Comecei meio ressabiada, com aquele pensamento de que seria mais um livro bobinho com uma historinha mais ou menos, mas não demorou muito meu coração não resistiu e se entregou totalmente à Hazel, Gus e um enredo envolvente, sensível, marcante… e, dá pra dizer, até engraçado, sobre um tema extremamente delicado, que é o câncer na adolescência.

estrelas 2

Podia ser mais um livro adolescente piegas e sofrido, mas não. É uma história de amor. Uma história que conduz o leitor a sentimentos profundos, mas serenos. Uma história capaz de nos mostrar que todo mundo ama, independente de quantos dias ainda se tenha pra viver. Uma história em que o amor é muito mais forte que uma doença.

estrelas 3

John Green me surpreendeu. O livro é teen mesmo, mas as lições que ele traz, são para todas as idades. Não vou prolongar, pois gosto que minhas indicações conservem a surpresa e a descoberta do próprio leitor. Só digo que vale muito a pena reservar um tempinho para essa história deliciosa!

Agora, soube que em junho, o livro estreia nas telinhas do cinema. John Green acompanhou as gravações de perto e até virou amigo do elenco. Já estou mega ansiosa para encontrar Hazel e Gus novamente! Acho que têm grandes chances de ser daqueles filmes que retratam, de fato, a emoção do livro. Então, chega logo, junho!

a culpa é das estrelas





7 de fevereiro de 2014

foto

A Assinatura de Todas as Coisas começa devagar. Ambientada na Filadélfia dos anos 1800, a história de Alma Whittaker inicia-se antes mesmo de a personagem nascer, contando a luta de seu pai, um jovem humilde, até tornar-se um dos botânicos mais ricos dos Estados Unidos. Passadas as setenta primeira páginas, o enredo começa a envolver, fazendo com que nos tornemos realmente íntimos de Alma, vivendo com ela cada fase de sua vida.

A minha expectativa com relação a este livro era realmente alta. Esperava algo tipo Comer, Rezar, Amar. Embora não tenha gostado muito de Comprometida, também de Liz Gilbert, acreditava que a primeira ficção fosse surpreender. Não surpreendeu tanto. O livro é muito bem escrito, a história bem desenvolvida e tudo mais, no entanto, achei um pouco cansativo. Há momentos que a leitura se arrasta, há fatos que, pra mim, não fizeram muito sentido, apesar de o contexto geral ser delicioso.

Alma conquista o nosso coração. Terminei o livro admirando profundamente a personagem.

É um bom livro e indico a leitura pra quem não espera mais um Comer, Rezar, Amar.

assinatura de todas as coisas