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14 de novembro de 2014

chez b. se eu ficar 2

Mia é uma violoncelista de 17 anos, que vive em Oregon com seus pais e seu irmãozinho Teddy. Numa manhã de nevasca, a família sai de carro e sofre um grave acidente. Mia vê seu corpo vivo sendo retirado dos destroços e levado para um hospital, mas não sente nada. Se eu ficar narra, sob a ótica de Mia, os acontecimentos das 24 horas seguintes ao desastre, até ela se dar conta de que precisa fazer uma importante escolha.

Queria muito ler o livro antes de assistir ao filme, que saiu de cartaz há pouco tempo. Não me apaixonei, mas, também, não me arrependi. Curto, simples e com enredo bem dinâmico, a história varia entre o passado e presente de forma clara, sem deixar o leitor perdido no tempo.

Acompanhar Mia fora do corpo, durante o período pós-acidente nos leva a muitas reflexões sobre a vida e nossas escolhas que, por vezes, podem ser definitivas. É quase impossível não se imaginar na situação da protagonista, o que causa uma apreensãozinha. Porém, apesar do tema muito interessante, acho que poderia ter sido melhor explorado. Os questionamentos e pensamentos de Mia sobre a questão central poderiam ir um pouco mais além, trazendo mais densidade ao livro.

Outra coisa que não me agradou tanto na história, foi o fato não ter me apegado à Mia e, muito menos, ao casal Mia & Adam. Sabe quando aquele amor não convence? Pois então! A relação deles não me emocionou, não me deixou com frio na barriga e tampouco na torcida insana pelo final feliz do casal! Isso foi o que mais frustrou no livro. Já o final evasivo, que incomodou muita gente, não me afetou. Achei uma boa opção da autora, deixando o leitor à espera de algo mais.

Enfim, gostei do livro, embora não tenha sido tudo aquilo que eu imaginava. Vale a leitura sim, porém, não é imperdível. Já está disponível a continuação, Para onde ela foi, que pretendo ler em breve!

Agora vou assistir ao filme! Depois conto o que achei!

 

chez b. se eu ficar





23 de outubro de 2014

as vantagens de ser invisivel 2

Sou daquelas pessoas que não conseguem abandonar um livro pela metade, mesmo que não esteja gostando muito. Então, imaginem o quão chata e arrastada estava a leitura de As Vantagens de Ser Invisível quando, lá pela página 150, me dei por vencida e pulei direto para as três páginas finais.

Li inúmeras resenhas antes de encarar este livro e acho que por isso minha decepção foi imensa. Não me tocou, não me encantei, não senti qualquer envolvimento. A narrativa é epistolar e muito enrolada. Com um texto fraco e truncado, Charlie escreve cartas para “um amigo” não identificado, contando seus dramas e descobertas de uma maneira, pra mim, superficial e imatura.

as vantagens de ser invisivel

Não gostei, não me identifiquei e não tive paciência para ler até o final, o que, como eu disse antes, raramente acontece. Talvez eu não tenha entendido a essência da história e dos sentimentos de Charlie, talvez. E, claro, é só minha opinião. Basta uma pesquisa rápida no Google pra você ver uma série de resenhas ovacionando o livro. De todo modo, fica a dica de que gostei bem mais do filme – bem fofo, por sinal – do que do livro.

Alguém mais leu? O que acharam?

 

 

Fiquei com o seu número





19 de setembro de 2014

Duas razões me fizeram comprar este livro: primeiro, a capa! É, confesso, comprei um livro pela capa! Tão linda! O outro motivo é o fato de ter sido escrito por uma blogueira – sou dessas que prestigiam a classe – e abraçado pela Intrínseca.

isabela freitas não se apega não

Com uma pontinha de arrependimento - li algumas resenhas negativas e achei que realmente não era pra minha idade – resolvi encarar a história da Isabela. E tá aí o primeiro ponto meio confuso no livro: muito embora a autora negue ser uma autobiografia, as coincidências entre ela e a personagem central são muitas ao longo do livro. Mesmo nome e sobrenome, mesma idade, mesma cidade, mesmas características físicas… Fiquei em dúvida se era uma mistura de realidade com ficção, realidade total com alguns nomes trocados ou situações que Isabela gostaria de ter vivenciado.

Não se apegar não é ser indiferente à vida. É ter o conhecimento de que o sofrimento chega, mas um dia deve partir. Não podemos dar abrigo ao sofrimento nem permitir que ele faça de nosso coração sua casa permanente. Não é certo. Superar é preciso. Levantar-se mais forte é essencial. {p. 223}

Outro ponto que estranhei: o livro é classificado como autoajuda. Até inicia com as “20 Regras do Desapego” e continua com alguns conselhos ao longo da história, mas, ainda assim, não consigo enquadrar como uma literatura do gênero. Pra mim, é uma história divertida sobre impressões, pensamentos e descobertas de uma garota de 22 anos. Não passa disso.

No decorrer da leitura, acabei gostando. Me apeguei a alguns personagens e adorei relembrar momentos e situações juvenis com a Isabela. O enredo é rápido, às vezes um pouco enrolado, mas traz algumas conclusões muito interessantes, apesar da imaturidade visível da personagem.e de constatar não ser realmente um livro para a minha atual fase quase balzaquiana. Tenho certeza que se o tivesse lido há uns dez anos, teria amado muito!

nao se apega nao

Aprendi que algumas pessoas precisam ir para que outras melhores cheguem. É como se no nosso coração tivesse apenas alguns poucos lugares, e se não expulsarmos aqueles que não mais nos acrescentam nunca poderemos conhecer os próximos da fila. {p. 96}

Comecei com um pé atrás, porém, no final das contas, o jeito da Isabela me conquistou. Não é um livro que super indico, mas é uma leitura fácil e rápida pra passar o tempo e, quem sabe, reviver algumas cenas que marcaram a vida.

 não se apega não nota





5 de setembro de 2014

como eu era ante de voce

Duas pessoas completamente distintas: ela, Louisa Clark, uma garçonete de pub um tanto esquisita, com um namorado chato e sem muitas perspectivas na vida; ele, Will Traynor, inteligente, irônico, rico e tetraplégico, devido a um acidente de moto. Em tese, não teria como suas vidas cruzarem-se de forma tão profunda. Mas, o pub que Lou trabalha fecha e ela precisa de um emprego… e acaba como cuidadora do irritante Will.

Como Eu Era Antes de Você é um livro forte, com uma história linda e amplamente reflexiva. Acompanhar a rotina de Will e o aprendizado de Lou nos leva a pensar nas pequenas coisas da vida. Atividades rotineiras, às vezes tão simples a ponto de não darmos o devido valor – ou sequer paramos para pensar sobre sua real importância -, mas que são extremamente valiosas, principalmente para aqueles que se veem tolhidos de realizá-las por circunstâncias da vida.

Outro ponto que me tocou bastante foram as dificuldades e ajudas mútuas, cada um do seu jeito,  dentro de sua necessidade. Impressiona o quão importante e até determinante pode ser a influência de uma pessoa na vida de outra.

como eu era antes de voce 1

Foi o primeiro livro que li de Jojo Moyes e fiquei totalmente apaixonada. É cativante, não dá vontade de largar um minuto. É daquelas histórias intensas, porém divertidas e deliciosas, que você deseja que todos leiam. Sabe aquele livro que você economiza pra não terminar? Pois bem. É realmente difícil deixar a companhia desses personagens tão profundos!

Ah, a adaptação cinematográfica será feita pelos mesmos roteiristas de A Culpa é das Estrelas e foi comprada pela MGM. Não achei informações sobre a data prevista para estreia e nem quem serão os atores, mas tô curiosíssima! Muito amor por Lou e Will, personagens para eternizar nos nossos corações.

Alguém leu? O que acharam?

Beijinhos,

B.

Como eu era antes de você





30 de julho de 2014

foto

Quem é você, Alasca? conta a estória de Miles, um garoto viciado em últimas palavras de pessoas célebres e cansado do cotidiano sem graça na casa de seus pais, na Flórida. À procura do que chamou de um Grande Talvez, Miles vai estudar em um internato no Alabama, onde dividirá o quarto com o – seu mais novo amigo – Coronel, conhecerá Takumi e se apaixonará pela inteligente, mas, problemática, Alasca Young, sua vizinha de quarto.

Este foi o primeiro livro de John Green. Depois de ler A Culpa é das Estrelas, tive muita vontade ler os outros livros do autor, então corri para esse, que foi o mais indicado nas resenhas que li. Realmente, não me decepcionei. A estória, em geral, é simples, o enredo é ótimo e, pra mim, foi daqueles que só consegui largar quando terminei.

Embora John Green escreva de uma forma aparentemente simples, sou apaixonada pelos seus personagens. A forma como são construídos e abordados, os pensamentos, as metáforas, as situações tão reais… acho impressionante a profundidade que ele insere em contextos quase que rotineiros.

Quem é você, Alasca? é dividido em misteriosos antes e depois, cujo divisor de águas só será revelado na segunda etapa, ou seja, o depois. As indagações, os medos e as inseguranças de Miles nem sempre são resolvidas e, por vezes, tornam-se dúvidas maiores, que talvez nunca serão respondidas. Dependendo de seu envolvimento com o livro e seus personagens, a vida emocional de Miles pode nos conduzir a grandes questionamentos e reflexões. É um livro que trata de sentimentos e descobertas, de novas experiências, de um novo universo. Ah, de momentos engraçados também.

O livro deve virar filme, após a adaptação de Cidades de Papel para o cinema – também de John Green. A Paramount Pictures têm seus direitos comprados há nove anos (o livro foi lançado em 2005 nos EUA), porém, não havia manifestado interesse em produzir, até o mega sucesso de A Culpa é das Estrelas.

Quem leu? Gostaram? E os outros, valem a pena? Me contem!

Quem é você Alasca