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21 de outubro de 2015

chez b. resenha a verdade sobre o caso harry quebert

No mês passado, a Nádia do Além do Livro, me convidou para participar da seção Eles recomendam!, em que colaboradores e um convidado especial indicam um livro bacana para os leitores da Ná. Eu sugeri o que eu havia acabado de ler, A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, algo bem diferente das minhas leituras atuais. E, apesar de ter linkado o post aqui, acabei esquecendo de trazer a resenha para o blog.

Comprei A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert de presente para o meu marido, já que se trata de um suspense policial, gênero que ele adora e eu nem tanto. Porém, após devorar o livro freneticamente, ele fez coro com a Lola (que havia indicado a leitura) e com a Ju (que leu e amou), na insistência de que eu deveria ler a todo custo! Meio contrariada, mas muito curiosa, encarei o dito e… amei!

O livro conta a história do grande escritor Marcus Goldman que, num período de bloqueio criativo, sai de Nova York rumo à Aurora, uma pequena e pacata cidade no interior de New Hampshire, onde vive seu amigo e mestre Harry Quebert. Lá, descobre que 33 anos antes, o admirado Harry, aos 34 anos, relacionou-se secretamente com Nola, uma garota de 15 anos. Naquele período, Nola desapareceu sem deixar rastros. Entretanto, seus restos mortais são encontrados enterrados no jardim de Harry, motivo pelo qual ele passa a ser acusado de assassinato. Intrigado, Marcus inicia uma grande investigação sobre o caso, a fim de desvendar o imenso mistério sobre o assassinato da jovem.

Com enredo fácil e fluido, A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert é daqueles livros que nos prendem do começo ao fim, instigando o leitor desde os primeiros capítulos, mantendo o ritmo até o surpreendente e inimaginável final.  Todos os fatos são esclarecidos e apesar do minucioso relato, o autor não deixa fios soltos, isso foi uma das coisas que eu mais gostei na leitura. Ah, e quando você acha que todos os mistérios foram desvendados, tem mais uma surpresinha por vir, pode acreditar! Super indico!

chez b. resenha a verdade sobre o caso harry quebert 01





9 de outubro de 2015

Você não é o que você faz para ganhar dinheiro, você é o que você faz para ser feliz. {p. 30}

Como nunca falei do meu amor por Martha Medeiros aqui, hoje vou contar pra vocês.

Fui apresentada à escrita dessa gaúcha quando tinha lá meus 16 anos, o que já faz quase 15. O amor foi imediato e, desde então, ela tomou um papel importantíssimo na minha vida: o de escritora favorita. Tenho todos os livros, li todas as crônicas, os romances e – até – as poesias. Relatos de viagem? Lógico! Colunas de jornal? Porque só uma por semana? Cresci lendo e refletindo sobre seus textos, suas palavras, traduções de realidades cotidianas, análises, vivências e aleatoriedades. Chorei paixões, destaquei trechos, indiquei textos, vi muito de mim em um pouco dela. Por diversas vezes, tive a sensação de que ela invadia minha mente para escrever seu texto.

Nossa dor existencial vem também do quanto levamos a sério o que dizem os outros, o que fazem os outros e o que pensam os outros – uma insanidade, pois quem é que realmente sabe o que pensam os outros? Pensamos no lugar deles e sofremos por esse pensamento imaginado. Nossa dor existencial vem dessa transferência descabida. {p. 61}

Cerca de 15 anos depois, a admiração só cresce, a inspiração é cada vez maior e a identificação – praticamente total – assim permanece. Que Marthinha (minha bff platônica) siga escrevendo sobre cotidiano, amores, experiências, liberdades, banalidades e fazendo com que minhas questões mais complexas tornem-se mais leves com suas respostas.

Como de costume, Simples Assim é um livro de crônicas reunidas, assinadas por Martha e publicadas nos jornais O Globo e Zero Hora, ao longo dos anos de 2013, 2014 e parte de 2015. Com grande parte de textos excelentes e outros poucos nem tanto – realidade seja dita, com a ressalva que os “nem tanto” são minimamente bons – é aquela leitura de uma tarde ou de uma semana, depende da sua vontade. O motivo? As crônicas são curtas e independentes, não exigindo nossa atenção total e exclusiva por muito tempo – isso pode ser pedir demais nos dias de hoje.

Felicidade é ter consciência de que estar apto para o sentimento é um privilégio, e que quando estou melancólica, nostálgica, introvertida, decepcionada, isso também é uma conexão com o mundo, isso também traz evolução, aprendizado. {p.89}

Recomendo de olhos fechados, até mesmo aos que não curtem muito esse gênero literário. Pois, mais que um livro, Simples Assim é uma conversa gostosa que todos merecem ter.

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2 de setembro de 2015

chez b literatura a procura de audrey sophie kinsella

A primeira vez que li Sophie Kinsella foi em Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, quando eu tinha 20 anos e imediatamente me apaixonei. Desde então, não houve um livro da autora que eu não tenha lido, seja da sequência de Becky ou os demais chick-lits por ela lançados. E este ano chegaram ao Brasil, dois lançamentos: Becky Bloom em Hollywood (o sétimo da saga) e, o primeiro Young Adult de Sophie, À Procura de Audrey. Eu estava ansiosíssima por ambos, mas principalmente pelo último, já que é uma proposta diferente. Por sorte, a edição é da Galera Record e rapidinho eles me mandaram um exemplar!

À Procura de Audrey conta a história de uma garota de 14 anos que sofre de depressão e crises de ansiedade, desencadeadas por uma situação de bullying que ocorreu no colégio. Por esse motivo, Audrey passou um tempo internada em um hospital psiquiátrico e, desde então, vive trancada de óculos escuros em casa, evitando ter contato visual ou falar com qualquer pessoa que não sejam seus pais e irmãos. No entanto, sua vida começa a mudar um pouco quando, mesmo a contragosto, conhece Linus, amigo de seu irmão, com quem passa a se comunicar por meio de bilhetes.

Eu sou duplamente suspeita para opinar sobre o livro: primeiro, sou mega fã da Sophie Kinsella; e, segundo, tive/tenho um quadro de saúde muito parecido com a da personagem, o que gerou uma identificação quase dolorida, fazendo com que eu revivesse muitos momentos difíceis com a leitura. Mas, enfim, ao que interessa: o livro é muito, muito bacana! Audrey cativa o leitor e o convida a ingressar no seu (para muitos) estranho mundo e entendê-lo um pouco mais. Sophie foi muito certeira as feridas apontadas, nos sentimentos transmitidos. Com o bom humor que lhe é característico, nos faz adorar os personagens, compreender suas situações – que podem ser muitos reais, garanto – e torcer muito por eles!

É um livro fofo, engraçado, concreto, com um enredo delicioso e um ritmo bom. A história, repito, é muito próxima de diversas realidades e me encantou o modo como a autora transpôs isso. Espero que À Procura de Audrey  seja apenas o primeiro de muitos YA de Sophie!

chez b literatura a procura de audrey sophie kinsella 02





28 de julho de 2015

chez b literatura ela não é invisivel 0

Quando escolhi Ela não é invisível no catálogo da Editora Galera Record no último mês, não imaginei que fosse gostar tanto. É um livro diferente dos que tenho lido ultimamente, pois não tem um romance na história. É, na verdade, um thriller young adult especialmente fofo e com uma capa linda!

Em Ela não é invisível, Jack Peak é um autor famoso por escrever livros engraçados e bem humorados. No entanto, resolve mudar seu foco literário e passa a trabalhar quase obcecadamente em uma obra sobre coincidências. Quando Jack viaja para a Áustria, Laureth – sua filha mais velha, de 16 anos e cega – percebe que o pai desapareceu e, o mais estranho, seu caderno de anotações foi encontrado em Nova York. Preocupadíssima e sem contar com o apoio da mãe, Laureth e seu irmãozinho Ben, de 7 anos, “fogem” para os Estados Unidos, com o objetivo de encontrar o pai.

O desenrolar da história é a saga da adolescente cega Laureth, o pequeno e inteligente Ben e Stan, o corvo de pelúcia, em busca de seu pai em Nova York. O livro é leve, divertido e, ao mesmo tempo, muito tocante. O modo como Laureth lida com sua deficiência visual e os pensamentos que externa nos trazem muita reflexão e um grande aprendizado. Com um enredo rápido e leitura fácil, Ela não é invisível é daqueles livrinhos gostosos pra relaxar.

 

chez b literatura ela não é invisivel





21 de julho de 2015

chez b literatura rich e mad 01

Quando vi Rich e Mad no catálogo da Editora Galera Record já me apaixonei pela capa! Bem adolescente sim, mas tão lindinha! Na descrição, dizia que era um romance estilo A Culpa é das Estrelas e Eleanor & Park. Não li este último, no entanto, sou fã da história de Hazel e Gus, então, fiz o pedido!

Infelizmente achei muito distante de A Culpa é das Estrelas. A sensibilidade da narrativa e a construção dos personagens são incomparáveis. John Green supera – e muito – William Nicholson nesse quesito. Ainda assim, Rich e Mad é um livro legal.

A temática é simples: Mad é uma adolescente virgem em  fase de descobertas. Quer ter um namorado, tomar pílulas anticoncepcionais, pensa em garotos e em como será sua primeira vez. Rich estuda na mesma escola que ela e ambos se tornam amigos, já que ele é apaixonado por Grace, amiga de Mad e tenta uma aproximação através dela. Dividindo dúvidas, desilusões e incertezas, Rich e Mad ficam cada vez mais próximos.

O enredo é animado, os diálogos bem pertinentes e os personagens nos cativam. A narrativa é em terceira pessoa, mas não nos impede de sentir uma aproximação com Mad, Rich & cia. Em alguns momentos, achei um pouco lento e não conseguiu prender minha atenção por muito tempo. Além do mais, apesar de eu gostar da literatura young adult, Rich e Mad é um teenager demais, não se encaixa propriamente no gênero. É um livro bacana, bem levinho e quem gosta de um romance repleto de descobertas, primeira vez, primeiro amor… com certeza curtirá bastante! 

Alguém mais já leu ou tem vontade de ler?

chez b literatura rich e mad