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26 de maio de 2015

chez b 365 dias extraordinários 01

Quem leu Extraordinário vai entender: não tem como não amar 365 Dias Extraordinários! Este, nada mais é, do que o livro de preceitos do Sr. Browne, professor de August – o personagem principal de Extraordinário. Cada página corresponde a um dia do ano e traz um princípio. As frases são inspirações e ditos retirados de letras de música, grandes pensadores, livros clássicos, ditados populares e alguns formulados pelos próprios personagens e leitores do primeiro livro.

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365 Dias Extraordinário é lindo em todos os sentidos. De capa dura, todo desenhado e com fontes variadas, cada página é uma surpresa. Sabe aqueles pensamentos bacanas para serem lidos ao acordar ou antes de dormir? Então! É só abrir uma página aleatória deste livro ou a correspondente ao dia, que com certeza você encontrará algo super bacana para estampar seus pensamentos.

Também acho um livro fofo pra dar de presente, é inspirador, delicioso e impossível não se apaixonar.

 Ah, para quem ainda não assistiu, falei deste livro nesse vídeo aqui!

 

 

chez b 365 dias extraordinários nota

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13 de janeiro de 2015

chez b. extraordinário

Depois dessa avalanche de premiações, antes de começar a próxima, vamos fazer uma merecida pausa para o momento literário – e esse garanto que vale a pena!

Extraordinário inicia com a narração em primeira pessoa de Auggie, um menino de dez anos, portador de um grave problema genético que lhe acarretou grande deformidade facial. Nos capítulos seguintes, a história passa a ser contada também sob a ótica de outros personagens, enriquecendo ainda mais o impacto psicológico do livro.

Como disse algumas vezes, não sou uma pessoa rápida de leitura. Extraordinário li em três tardes. Foi o segundo, mas é um forte candidato a ser o melhor livro deste ano! A capa quase infantil não revela e muito menos pressupõe a sua densidade. Denso sim, porém de simples e rápida absorção. Não é daquelas histórias que esperamos ansiosamente o desfecho final. Não. É aquele livro que cada momento deve ser bem aproveitado, bem curtido, absorvido sem pressa.

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Mesmo aparentemente tão singelo, Extraordinário é um verdadeiro tapa na cara! Auggie nos conta como é estar na pele de um menino deformado. Como é sentir o preconceito das pessoas, os olhares ou o desvio deles, os sustos e as surpresas. Auggie sente medo, sente alegria, sente rejeição, sente amor, sente atenção – ainda que não seja de forma positiva. Impressiona a sua maneira de ver o mundo, a sua realidade. Acho interessante que, em certo momento, ele diz que às vezes podemos pensar como é ser alguém com algum problema e deformidade: pra ele, é normal. Ele não sabe como é ser diferente. E precisa se adaptar ao mundo dessa forma.

A visão de outros personagens também muito nos ensina. Os sentimentos reais e sinceros de Via, a irmã mais velha, muitas vezes não exatamente nobres, mas sempre compreensíveis. A luta dos pais, Isabel e Nate, a forma de encarar do amigo Jack, o preconceito e a discriminação do colega de escola Julian e sua mãe maluca. São diversas as situações postas nuas e cruas, ainda que ternas e sensíveis, que é impossível não se imaginar na situação do garoto deformado ou de qualquer outra pessoa que com ele convive. Mais: é impossível não extrair grandes lições da experiência de ler esse livro.

Extraordinário é lindo, é amor, é extraordinário!

 

 

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