início Ela Livros
Blogroll Contato


13 de janeiro de 2015

chez b. extraordinário

Depois dessa avalanche de premiações, antes de começar a próxima, vamos fazer uma merecida pausa para o momento literário – e esse garanto que vale a pena!

Extraordinário inicia com a narração em primeira pessoa de Auggie, um menino de dez anos, portador de um grave problema genético que lhe acarretou grande deformidade facial. Nos capítulos seguintes, a história passa a ser contada também sob a ótica de outros personagens, enriquecendo ainda mais o impacto psicológico do livro.

Como disse algumas vezes, não sou uma pessoa rápida de leitura. Extraordinário li em três tardes. Foi o segundo, mas é um forte candidato a ser o melhor livro deste ano! A capa quase infantil não revela e muito menos pressupõe a sua densidade. Denso sim, porém de simples e rápida absorção. Não é daquelas histórias que esperamos ansiosamente o desfecho final. Não. É aquele livro que cada momento deve ser bem aproveitado, bem curtido, absorvido sem pressa.

chez b. extraorinário 2

Mesmo aparentemente tão singelo, Extraordinário é um verdadeiro tapa na cara! Auggie nos conta como é estar na pele de um menino deformado. Como é sentir o preconceito das pessoas, os olhares ou o desvio deles, os sustos e as surpresas. Auggie sente medo, sente alegria, sente rejeição, sente amor, sente atenção – ainda que não seja de forma positiva. Impressiona a sua maneira de ver o mundo, a sua realidade. Acho interessante que, em certo momento, ele diz que às vezes podemos pensar como é ser alguém com algum problema e deformidade: pra ele, é normal. Ele não sabe como é ser diferente. E precisa se adaptar ao mundo dessa forma.

A visão de outros personagens também muito nos ensina. Os sentimentos reais e sinceros de Via, a irmã mais velha, muitas vezes não exatamente nobres, mas sempre compreensíveis. A luta dos pais, Isabel e Nate, a forma de encarar do amigo Jack, o preconceito e a discriminação do colega de escola Julian e sua mãe maluca. São diversas as situações postas nuas e cruas, ainda que ternas e sensíveis, que é impossível não se imaginar na situação do garoto deformado ou de qualquer outra pessoa que com ele convive. Mais: é impossível não extrair grandes lições da experiência de ler esse livro.

Extraordinário é lindo, é amor, é extraordinário!

 

 

chez b. extraordinário nota





19 de setembro de 2014

Duas razões me fizeram comprar este livro: primeiro, a capa! É, confesso, comprei um livro pela capa! Tão linda! O outro motivo é o fato de ter sido escrito por uma blogueira – sou dessas que prestigiam a classe – e abraçado pela Intrínseca.

isabela freitas não se apega não

Com uma pontinha de arrependimento - li algumas resenhas negativas e achei que realmente não era pra minha idade – resolvi encarar a história da Isabela. E tá aí o primeiro ponto meio confuso no livro: muito embora a autora negue ser uma autobiografia, as coincidências entre ela e a personagem central são muitas ao longo do livro. Mesmo nome e sobrenome, mesma idade, mesma cidade, mesmas características físicas… Fiquei em dúvida se era uma mistura de realidade com ficção, realidade total com alguns nomes trocados ou situações que Isabela gostaria de ter vivenciado.

Não se apegar não é ser indiferente à vida. É ter o conhecimento de que o sofrimento chega, mas um dia deve partir. Não podemos dar abrigo ao sofrimento nem permitir que ele faça de nosso coração sua casa permanente. Não é certo. Superar é preciso. Levantar-se mais forte é essencial. {p. 223}

Outro ponto que estranhei: o livro é classificado como autoajuda. Até inicia com as “20 Regras do Desapego” e continua com alguns conselhos ao longo da história, mas, ainda assim, não consigo enquadrar como uma literatura do gênero. Pra mim, é uma história divertida sobre impressões, pensamentos e descobertas de uma garota de 22 anos. Não passa disso.

No decorrer da leitura, acabei gostando. Me apeguei a alguns personagens e adorei relembrar momentos e situações juvenis com a Isabela. O enredo é rápido, às vezes um pouco enrolado, mas traz algumas conclusões muito interessantes, apesar da imaturidade visível da personagem.e de constatar não ser realmente um livro para a minha atual fase quase balzaquiana. Tenho certeza que se o tivesse lido há uns dez anos, teria amado muito!

nao se apega nao

Aprendi que algumas pessoas precisam ir para que outras melhores cheguem. É como se no nosso coração tivesse apenas alguns poucos lugares, e se não expulsarmos aqueles que não mais nos acrescentam nunca poderemos conhecer os próximos da fila. {p. 96}

Comecei com um pé atrás, porém, no final das contas, o jeito da Isabela me conquistou. Não é um livro que super indico, mas é uma leitura fácil e rápida pra passar o tempo e, quem sabe, reviver algumas cenas que marcaram a vida.

 não se apega não nota





5 de setembro de 2014

como eu era ante de voce

Duas pessoas completamente distintas: ela, Louisa Clark, uma garçonete de pub um tanto esquisita, com um namorado chato e sem muitas perspectivas na vida; ele, Will Traynor, inteligente, irônico, rico e tetraplégico, devido a um acidente de moto. Em tese, não teria como suas vidas cruzarem-se de forma tão profunda. Mas, o pub que Lou trabalha fecha e ela precisa de um emprego… e acaba como cuidadora do irritante Will.

Como Eu Era Antes de Você é um livro forte, com uma história linda e amplamente reflexiva. Acompanhar a rotina de Will e o aprendizado de Lou nos leva a pensar nas pequenas coisas da vida. Atividades rotineiras, às vezes tão simples a ponto de não darmos o devido valor – ou sequer paramos para pensar sobre sua real importância -, mas que são extremamente valiosas, principalmente para aqueles que se veem tolhidos de realizá-las por circunstâncias da vida.

Outro ponto que me tocou bastante foram as dificuldades e ajudas mútuas, cada um do seu jeito,  dentro de sua necessidade. Impressiona o quão importante e até determinante pode ser a influência de uma pessoa na vida de outra.

como eu era antes de voce 1

Foi o primeiro livro que li de Jojo Moyes e fiquei totalmente apaixonada. É cativante, não dá vontade de largar um minuto. É daquelas histórias intensas, porém divertidas e deliciosas, que você deseja que todos leiam. Sabe aquele livro que você economiza pra não terminar? Pois bem. É realmente difícil deixar a companhia desses personagens tão profundos!

Ah, a adaptação cinematográfica será feita pelos mesmos roteiristas de A Culpa é das Estrelas e foi comprada pela MGM. Não achei informações sobre a data prevista para estreia e nem quem serão os atores, mas tô curiosíssima! Muito amor por Lou e Will, personagens para eternizar nos nossos corações.

Alguém leu? O que acharam?

Beijinhos,

B.

Como eu era antes de você





20 de abril de 2014

estrelas 1

Faz alguns meses que li A Culpa é das Estrelas, mas, como fiquei um bom tempo offline, não tinha conseguido parar para registrar minhas impressões…

Comprei o livro com um pezão atrás! Puro preconceito, eu sei, mas sendo ele um fenômeno literário, estando sempre nos topos de listas de livros-mais-vendidos e por ter uma capa um tanto teenager demais para a minha idade pré-balzaquiana, não tava muito animada. Eis que li uma resenha daqui, um comentário dali e resolvi me aventurar nessa história dita apaixonante e ver o que tinha esse tão falado John Green!

Nosso amor não foi à primeira vista, não. Comecei meio ressabiada, com aquele pensamento de que seria mais um livro bobinho com uma historinha mais ou menos, mas não demorou muito meu coração não resistiu e se entregou totalmente à Hazel, Gus e um enredo envolvente, sensível, marcante… e, dá pra dizer, até engraçado, sobre um tema extremamente delicado, que é o câncer na adolescência.

estrelas 2

Podia ser mais um livro adolescente piegas e sofrido, mas não. É uma história de amor. Uma história que conduz o leitor a sentimentos profundos, mas serenos. Uma história capaz de nos mostrar que todo mundo ama, independente de quantos dias ainda se tenha pra viver. Uma história em que o amor é muito mais forte que uma doença.

estrelas 3

John Green me surpreendeu. O livro é teen mesmo, mas as lições que ele traz, são para todas as idades. Não vou prolongar, pois gosto que minhas indicações conservem a surpresa e a descoberta do próprio leitor. Só digo que vale muito a pena reservar um tempinho para essa história deliciosa!

Agora, soube que em junho, o livro estreia nas telinhas do cinema. John Green acompanhou as gravações de perto e até virou amigo do elenco. Já estou mega ansiosa para encontrar Hazel e Gus novamente! Acho que têm grandes chances de ser daqueles filmes que retratam, de fato, a emoção do livro. Então, chega logo, junho!

a culpa é das estrelas