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2 de setembro de 2015

chez b literatura a procura de audrey sophie kinsella

A primeira vez que li Sophie Kinsella foi em Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, quando eu tinha 20 anos e imediatamente me apaixonei. Desde então, não houve um livro da autora que eu não tenha lido, seja da sequência de Becky ou os demais chick-lits por ela lançados. E este ano chegaram ao Brasil, dois lançamentos: Becky Bloom em Hollywood (o sétimo da saga) e, o primeiro Young Adult de Sophie, À Procura de Audrey. Eu estava ansiosíssima por ambos, mas principalmente pelo último, já que é uma proposta diferente. Por sorte, a edição é da Galera Record e rapidinho eles me mandaram um exemplar!

À Procura de Audrey conta a história de uma garota de 14 anos que sofre de depressão e crises de ansiedade, desencadeadas por uma situação de bullying que ocorreu no colégio. Por esse motivo, Audrey passou um tempo internada em um hospital psiquiátrico e, desde então, vive trancada de óculos escuros em casa, evitando ter contato visual ou falar com qualquer pessoa que não sejam seus pais e irmãos. No entanto, sua vida começa a mudar um pouco quando, mesmo a contragosto, conhece Linus, amigo de seu irmão, com quem passa a se comunicar por meio de bilhetes.

Eu sou duplamente suspeita para opinar sobre o livro: primeiro, sou mega fã da Sophie Kinsella; e, segundo, tive/tenho um quadro de saúde muito parecido com a da personagem, o que gerou uma identificação quase dolorida, fazendo com que eu revivesse muitos momentos difíceis com a leitura. Mas, enfim, ao que interessa: o livro é muito, muito bacana! Audrey cativa o leitor e o convida a ingressar no seu (para muitos) estranho mundo e entendê-lo um pouco mais. Sophie foi muito certeira as feridas apontadas, nos sentimentos transmitidos. Com o bom humor que lhe é característico, nos faz adorar os personagens, compreender suas situações – que podem ser muitos reais, garanto – e torcer muito por eles!

É um livro fofo, engraçado, concreto, com um enredo delicioso e um ritmo bom. A história, repito, é muito próxima de diversas realidades e me encantou o modo como a autora transpôs isso. Espero que À Procura de Audrey  seja apenas o primeiro de muitos YA de Sophie!

chez b literatura a procura de audrey sophie kinsella 02





28 de julho de 2015

chez b literatura ela não é invisivel 0

Quando escolhi Ela não é invisível no catálogo da Editora Galera Record no último mês, não imaginei que fosse gostar tanto. É um livro diferente dos que tenho lido ultimamente, pois não tem um romance na história. É, na verdade, um thriller young adult especialmente fofo e com uma capa linda!

Em Ela não é invisível, Jack Peak é um autor famoso por escrever livros engraçados e bem humorados. No entanto, resolve mudar seu foco literário e passa a trabalhar quase obcecadamente em uma obra sobre coincidências. Quando Jack viaja para a Áustria, Laureth – sua filha mais velha, de 16 anos e cega – percebe que o pai desapareceu e, o mais estranho, seu caderno de anotações foi encontrado em Nova York. Preocupadíssima e sem contar com o apoio da mãe, Laureth e seu irmãozinho Ben, de 7 anos, “fogem” para os Estados Unidos, com o objetivo de encontrar o pai.

O desenrolar da história é a saga da adolescente cega Laureth, o pequeno e inteligente Ben e Stan, o corvo de pelúcia, em busca de seu pai em Nova York. O livro é leve, divertido e, ao mesmo tempo, muito tocante. O modo como Laureth lida com sua deficiência visual e os pensamentos que externa nos trazem muita reflexão e um grande aprendizado. Com um enredo rápido e leitura fácil, Ela não é invisível é daqueles livrinhos gostosos pra relaxar.

 

chez b literatura ela não é invisivel





21 de julho de 2015

chez b literatura rich e mad 01

Quando vi Rich e Mad no catálogo da Editora Galera Record já me apaixonei pela capa! Bem adolescente sim, mas tão lindinha! Na descrição, dizia que era um romance estilo A Culpa é das Estrelas e Eleanor & Park. Não li este último, no entanto, sou fã da história de Hazel e Gus, então, fiz o pedido!

Infelizmente achei muito distante de A Culpa é das Estrelas. A sensibilidade da narrativa e a construção dos personagens são incomparáveis. John Green supera – e muito – William Nicholson nesse quesito. Ainda assim, Rich e Mad é um livro legal.

A temática é simples: Mad é uma adolescente virgem em  fase de descobertas. Quer ter um namorado, tomar pílulas anticoncepcionais, pensa em garotos e em como será sua primeira vez. Rich estuda na mesma escola que ela e ambos se tornam amigos, já que ele é apaixonado por Grace, amiga de Mad e tenta uma aproximação através dela. Dividindo dúvidas, desilusões e incertezas, Rich e Mad ficam cada vez mais próximos.

O enredo é animado, os diálogos bem pertinentes e os personagens nos cativam. A narrativa é em terceira pessoa, mas não nos impede de sentir uma aproximação com Mad, Rich & cia. Em alguns momentos, achei um pouco lento e não conseguiu prender minha atenção por muito tempo. Além do mais, apesar de eu gostar da literatura young adult, Rich e Mad é um teenager demais, não se encaixa propriamente no gênero. É um livro bacana, bem levinho e quem gosta de um romance repleto de descobertas, primeira vez, primeiro amor… com certeza curtirá bastante! 

Alguém mais já leu ou tem vontade de ler?

chez b literatura rich e mad





14 de julho de 2015

chez b dois garotos se beijando 02

Recebi esse livro da Editora Galera Record já faz um bom tempo, mas, apesar da curiosidade, fui me enrolando e só consegui ler este mês. Estava bem curiosa para conhecer a tão elogiada escrita de David Levithan e, realmente, é bem diferente do que comumente vejo.

Narrado por espíritos da geração de vítimas da AIDS, Dois Garotos se Beijando conta a história – baseada em fatos reais – de oito adolescentes gays (Harry, Craig, Peter, Neil, Avery, Ryan, Tariq e Cooper) em fase de aceitação da homossexualidade, descobertas, dúvidas, envolvimentos, preconceitos. O beijo do título torna-se totalmente secundário. O ponto alto do livro são as diferentes fases que vive cada um dos oito garotos. É muito mais do que um livro sobre homossexualidade – aliás, arrisco dizer que esse realmente não é o tema central. É, sim, uma história sobre o amor, sobre sentimentos. O enredo é desenvolvido em pouco mais de 48 horas, mas todo o período foi profundamente explorado, com eventos psicologicamente sólidos e questões bem impostas.

chez b dois garotos se beijando 01

Apesar de o livro ser só elogios pela maioria esmagadora de resenhas que li, eu, particularmente, não consegui me envolver e/ou me identificar com a história. A escrita peculiar de David não me agradou. O estilo de narrativa me deixa um pouco confusa e cansada, não acho tão fluida e leve. É um livro delicado, sobre um assunto forte e denso. E, muito embora seja um assunto muito interessante, a abordagem não me encantou. Acredito que minha opinião seja realmente isolada e não posso negar que – mesmo não fazendo meu estilo de leitura – é, sim, um bom livro. 

Alguém mais leu ou quer ler?

chez b literatura dois garotos se beijando





1 de julho de 2015

Quem receberá o livro Elena, a filha da princesa será…

Obrigada a todos que participaram! Espero de coração que a Monique goste do livro tanto quanto eu! ♥

Um beijo e até o próximo sorteio!