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26 de abril de 2016

Sem spoilers!

Como eu era antes de você foi o primeiro livro de Jojo Moyes que li e fiquei apaixonada. É um livro forte, com uma história linda e amplamente reflexiva, que nos leva a pensar sobre as pequenas coisas do nosso cotidiano. Atividades rotineiras, às vezes tão simples a ponto de não darmos o devido valor – ou sequer paramos para pensar sobre sua real importância -, mas que são extremamente valiosas, principalmente para aqueles que se veem tolhidos de realizá-las por circunstâncias da vida.

chez b depois de voce

O livro marcou meu ano de 2014, deixou uma ressaca literária imensa e muitas saudades. Na época, falava-se de uma possível adaptação cinematográfica e, agora, o aguardadíssimo filme está prontinho para estrear no dia 30 de junho! E não só teremos Como eu era antes de você no cinema, como Jojo nos presenteou com a continuação do livro, o tão maravilhoso: Depois de Você.

Iniciei a leitura sem expectativa alguma, esperando apenas matar as saudades daqueles queridos personagens. Aos poucos fui me envolvendo, relembrando momentos marcantes, recordando sentimentos… e Depois de Você foi me surpreendendo aos poucos, gradativamente. Como prometi que não teríamos spoilers, direi apenas que o livro conta o que aconteceu após o término do primeiro, exatamente como esperamos que seja uma sequência. Ao mesmo tempo, porém, o rumo da história é bastante inesperado.

As histórias não são independentes. Há, sim, novos personagens, novas questões, novas tramas. Apesar disso, acredito que é imprescindível a leitura do primeiro para entender – e vivenciar – o segundo. Depois de Você é uma fofura, uma delícia, não dá vontade de largar. A gente se apega (ou reapega?!) e não quer se despedir. Há saudade, muita saudade. Há reflexão, traz a tona o passado. Por vezes, pode ser mais dolorido do que realmente bom, mas gosto desse sentimento nostálgico e introspectivo que acompanha a leitura. No final das contas, recomendo super a leitura sequencial de ambos!

Agora é esperar junho para ver Emilia Clarke dando vida à Lou e Sam Claflin na pele de Will! Ansiosíssima!

 

 


Depois de Você
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2016
Nota: 5 estrelas





19 de abril de 2016

Mês passado meu marido e eu comemoramos nossas Bodas de Algodão – 2 anos de casamento! – em Paris. Já havia estado outras vezes nessa cidade incrível, mas não depois que descobri minha paixão terapêutica pela culinária e, mais ainda, pela confeitaria (um dia ainda conto a dificuldade que foi pra fazer o meu primeiro bolo decente!). Desde então sigo tentando aperfeiçoar técnicas e sabores. Aí nada melhor que um roteiro pelas autênticas pâtisseries francesas para tentar aprender um pouquinho mais – ao vivo e em cores – sobre os melhores doces do mundo! Então, já saí daqui com o roteiro bem redondinho! Vou contar um pouco sobre cada uma e o que escolhemos experimentar – dividi em alguns posts para não ficar tão cansativo!

LA  PÂTISSERIE  DES  RÊVES

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Facilmente um dos meus doces favoritos da vida é torta de limão. Então, é lógico que eu não poderia deixar de experimentar uma das melhores de Paris e, ouso dizer, uma das melhores do mundo! Junto com a Paris-Brest, a tarte au citron meringuée do Chef Pâtissier Philippe Conticini é um super destaque da incrível La Pâtisserie des Rêves.

Lá as opções são muitas e altamente apetitosas, sem falar que o ambiente é bem bacana! Eu fiquei super enlouquecida, pois sou bem descontrolada com doces e era um mais lindo que o outro, impecavelmente expostos em redomas de vidro modernas e charmosas! Gente como eu precisa ir obstinada a comer um único doce específico, senão corre sérios riscos de passar uma tarde lá e depois sair rolando!

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Então, saí de casa já com objetivo certeiro: tarte au citron! E, mesmo com uma baita expectativa, ainda conseguiu me surpreender! O creme de limão é dos deuses e, aqui, esqueça leite condensado! A base desse doce (e da maioria dos outros) são ovos e açúcar, muito mais sutil e saboroso. O merengue é inigualável, tanto é que eu comi todinho – em regra dou uma raspadinha para o lado, pois não sou muito fã de merengues. Mas, o que a torna mais que especial é a massa sablé perfeita, fina, leve e mega crocante. De sonho, literalmente!

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Há mais de uma loja La Pâtisserie des Rêves em Paris e eu recomendo ir na da Rue de Longchamp, pois tem um ambiente com mesinhas bem clean e tranquilo, onde você pode saborear tranquilamente o doce (ou os doces!) escolhido(s) acompanhado(s) de um cafezinho ou um bom chá! Não são todas as confeitarias que possuem mesas ou balcões, arrisco a dizer que na maioria você compra e leva para comer em algum lugar – o que também não é má ideia, já que opções deliciosas ao ar livre em Paris é o que não faltam! Mas, quando é possível comer na própria confeitaria, gosto de sentar e curtir o momento como se não houvesse amanhã!





12 de abril de 2016

chez b a culpa é das estrelas 02

A Culpa é das Estrelas já é quase antigo, mas não pude pensar em outra coisa para o projeto deste mês. Explico: o tema do Discípulas de Carrie de abril é LIVROS e, em decorrência, o objetivo do Blahnik Movie é contar qual filme melhor complementa o livro e vice-versa. Eu, particularmente, gosto sempre de ler o livro antes de assistir ao filme. Dificilmente faço o inverso. Até porque raramente a versão cinematográfica me surpreende de forma positiva, já que é inevitável a história seja um tanto quanto “resumida” e é muito, mas muito difícil que os personagens realmente correspondam às nossas expectativas e imaginações prévias.

chez b a culpa é das estrelas 03

O primeiro filme que vem à mente quando penso em algum que não tenha deixado a desejar com relação ao escrito é A Culpa é das Estrelas. Há pouco mais de dois anos, li o livro meio ressabiada, achando que não gostaria muito e seria teen demais pra mim, porém, amei. Aí, alguns meses depois, veio o filme e, novamente – apesar de ansiosíssima -, tinha o pé atrás, já que como disse antes: o livro é (quase) sempre melhor que o filme. Só que me surpreendi e muito!

chez b a culpa é das estrelas 01

A Culpa é das Estrelas é um dos poucos filmes que traduzem fielmente o livro. Perfeito! A história é contada em detalhes, os diálogos são incríveis (assim como no livro, claro), não deixa a desejar em absolutamente nada. Os atores são sensacionais. Amei a interpretação da Shailene Woodley, realmente parecia a Hazel que eu imaginava! Gus foi interpretado por Ansel Elgort, uma fofura só! A sensibilidade  e a profundida que os personagens passam realmente emocionam. E, assim como o livro, ao mesmo tempo que a história nos toca e nos leva a reflexões profundas, também é engraçado, fofo, gostoso de assistir.

E para vocês, qual filme complementa mais o livro e vice-versa?! Me contem!!

discipulas de carrie





6 de abril de 2016

chez b bom pra cachorro jacksnacks 02

Desde que uma amiga postou no Instagram fotos mostrando a alimentação nova da cachorrinha dela, fiquei tentada. Nas imagens, vários potinhos com comida “de verdade” super caprichados e organizados. No texto, ela contou que estava trocando a ração pela comida natural de forma balanceada, tudo bem certinho, conforme as explicações detalhadas do site Cachorro Verde.

Na hora corri para o site à procura de informações sobre o assunto, já pensando e planejando como eu poderia inserir a AN (Alimentação Natural) na vida do Toy. Desde filhotinho, ele come apenas ração. Nunca foi acostumado a petiscos, apenas os artificiais específicos para cães – tipo Doguitos que, agora pensando, não é nada saudável - ou, no máximo, pedacinhos de frutas, como maçã ou melancia. Fiz questão de educá-lo assim para que não ficasse pedindo comida quando estamos comendo e, obviamente, imaginando que era o melhor para a saúde dele.

Porém, tudo que li no Cachorro Verde me fez parar e pensar. Até que ponto alimentar meu cão com ração industrializada é realmente saudável? Agora, mais do que nunca, parece lógico que a comida de verdade é o que ele realmente merece e deve comer. Desde então tenho pensado em toda a dinâmica de preparo de AN para o Toy, calcular quantidades, congelar, descongelar, organizar a logística de quando eu estiver fora. É que, além das viagens esporádicas que fazemos de férias (e deixamos o pequeno com meus pais), viajamos com bastante frequência aos finais de semana para ver nossa família, o que implicaria ter que fazer um pequeno carregamento de congelados. De todo modo, acho que é apenas questão de tempo para eu resolver como vou fazer isso, pois tenho como certo de que é o melhor para o meu pequeno.

chez b bom pra cachorro jacksnacks

E foi nesse clima que recebi um email da Lidiane, a idealizadora do Jack’Snacks, uma marca de biscoitos caninos 100% naturais e saudáveis – não só para os cãezinhos, mas também para nós! Eu adorei a ideia e a Lidi, então, enviou de presente para o Toy uma caixa com vários pacotinhos de variados sabores de biscoitos! Todos com formatos fofos, separados em pacotes indicando o sabor e os ingredientes. Dá pra ver de longe o capricho e a dedicação! E o Toy… bom, ele amou, né! Ficou enlouquecido com tantos cheirinhos deliciosos e petiscos mega apetitosos! Difícil é dar só um ou dois por dia, já que ele é pequeno e não posso exagerar – e nesses dias, o ideal é também reduzir a quantidade de alimentos oferecidos ao cachorro (no caso do Toy, ainda ração).

Nós amamos o Jack’Snacks e tenho certeza que será sucesso absoluto! Quem quiser saber mais, dá uma olhadinha no Insta @jacksnacksbrasil !

Obs.: este post reflete a minha real opinião com base no produto experimentado e o que observei das reações do Toy — não é publi.





30 de março de 2016

chez b palacio de inverno

Peguei esse livro emprestado de um amigo, cujo gosto literário muito me agrada. Puxei ao acaso da estante dele e carreguei comigo para ler durante as férias – apesar de o post estar atrasadíssimo, li em janeiro. E foi só amor!

Palácio de Inverno é encantador. Com uma narrativa deliciosa em primeira pessoa por Geórgui Jachmenev, um russo que por ironias do destino vai trabalhar para o grande czar e sua família, a os capítulos passeiam alternadamente entre presente e passado. O pano de fundo percorre a Ingraterra de Thatcher, a Segunda Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique, na maior parte do tempo tendo a Rússia como cenário. Apesar da cronologia de idas e vindas, o livro não nos confunde, o que considero fundamental! Detesto ficar perdida na leitura, indo e voltando sem saber ao certo onde estou.

O romance central guarda um mistério – eu desvendei logo no início, mas não prejudica em absolutamente nada a leitura do livro – o qual reforça ainda mais o amor vivido entre os queridos personagens principais. O texto é muito bem construído, os personagens têm o dom de nos despertar os mais variados sentimentos, tornando-os inesquecíveis. Torcermos, vibramos, rimos, sofremos e até choramos com seus grandes momentos e dilemas. É detalhado e profundo, porém, nunca cansativo. Flui, simplesmente.

Palácio de Inverno é o primeiro livro que leio de John Boyne – o mesmo autor de O Menino do Pijama Listrado (vi apenas o filme) – e senti a imediata necessidade de ler outros livros do autor, tamanha a identificação que tive com sua escrita. Um livro fantástico, daqueles que não queremos largar, mas igualmente torcemos para não terminar, já prevendo a ressaca literária que nos aguarda.

 

 


Palácio de Inverno
Autor: John Boyne
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 456
Ano: 2010
Nota: 5 estrelas