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18 de setembro de 2017

Fazia algum tempo que eu pensava em retomar o blog. Porém, como teria de ser algo definitivo – ou volta ou exclui – já que não curto muito um chove não molha, adiei, adiei, adiei… e agora bati o martelo: volta! Ou melhor, volto! E cá estou novamente, às vésperas de completar um ano de ausência, para meu lugar de conforto emocional e criativo.

Para este reinício – já que o principal assunto do momento, leia-se Rock in Rio, não é muito a minha praia – nada melhor que os nossos bons e velhos temas recorrentes: séries, premiações e tapete vermelho! E ontem foi dia de EMMY, a tão aguardada premiação dos melhores programas de televisão dos Estados Unidos.

A minha atual série favorita, Jane the Virgin, ficou de fora até das indicações, muito embora Gina Rodriguez estivesse lá linda, super leve e plena. Fiquei meio triste, apesar de ter consciência que as últimas temporadas não tenham sido as melhores. Enfim, vida que segue!

69th Annual Primetime Emmy Awards - Show

Por outro lado, foi muito bom ver a maravilhosa This Is Us concorrendo a vários prêmios (inclusive o de melhor série dramática) e ter levado pra casa dois: melhor ator em série dramática (Sterling K. Brown, o Randall) e melhor ator convidado em série dramática (Gerald McRaney, o Dr. K.). This Is Us foi uma grata surpresa deste ano, é super promissora e dia 26 temos segunda temporada chegando para acalentar nossos corações! Vem logo!

69th Annual Primetime Emmy Awards - Press Room

Agora, o bacana dessa edição do Emmy foi que as duas séries mais premiadas são dominadas (uma na direção e ambas na interpretação) por mulheres. The Handmaid’s Tale tomou conta da noite, levando seis prêmios em categorias concorridíssimas: melhor série dramática (concorrendo com The Crown, House Of Cards e This Is Us, entre outras mega potencias seriadísticas); melhor atriz em série dramática (para Elisabeth Moss, que superou a toda-soberana Viola Davis – portanto, o prêmio deveria ser em dobro); melhor atriz coadjuvante (Ann Dowd), melhor atriz convidada (Rory Gilmore, digo, Alexis Blendel), melhor direção e melhor roteiro. E daí me pergunto: porque tanta demora para providenciar o download mais próximo?!

emmy 2017 chez b 06

A segunda mais premiada foi a incrível Big Little Lies. Falarei desta série em outros posts, mas o caso é que ela veio com tudo e emplacou bonito, levando o prêmio de melhor minissériemelhor atriz em minissérie (Nicole Kidman, merecidíssimo!), melhores atriz e ator coadjuvantes (Laura Dern e Alexander Skarsgard), além de melhor direção. Big Little Lies é brilhante e aguardo ansiosamente por um posicionamento da HBO sobre a data da próxima temporada!

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Outro destaque – que não é novidade – foi Veep. Levou a melhor série cômica melhor atriz em série cômica – para Julia Louis-Dreyfus, que passe a ser uma das atrizes mais premiadas do Emmy. Nunca assisti, mas tenho curiosidade, alguém indica?

US-ENTERTAINMENT-TELEVISION-EMMYS-PRESS ROOM

E pra quem (eu!) sentiu falta da gigante das séries, Game of Thrones, eis que a última temporada não estreou há tempo e então não humilhou a concorrência este ano. Aguardaremos até o próximo!





17 de outubro de 2016

Há um bom tempo, quando ainda nem fazia parte do catálogo do Netflix, li em algum lugar sobre Jane The Virgin e resolvi assistir ao piloto. Achei tosco já nos primeiros dez minutos, abandonei a ideia e caiu no esquecimento. Eis que, um tempo depois, a Thereza do Fashionismo publicou esse post, falando do quão bacana era a série e, inclusive, que chegava a altura de Gossip Girl (ou seja, o maior dos elogios que a tal da Jane poderia receber!). Voltei a me interessar, mostrei para uma amiga o post, mas fui adiando e esqueci de novo. Então, essa minha amiga – que, diga-se de passagem, tem um gosto seriadístico deveras parecido com o meu – reforçou a ideia de dar uma segunda chance para a tal série quase-latina, dizendo que era muito mara, e aí me rendi. Desprendida dos preconceitos iniciais, fui de coração abertíssimo, sexta-feira final de tarde, rever o piloto e só larguei no domingo a noite. Pois é, Jane (…ou Rafael?!) me pegou de jeito!

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Quem me conhece sabe – e quem não conhece bem, vem cá dar uma olhadinha! – que eu tenho uma queda por dramalhões com conotação mexicana! E assim é Jane The Virgin (inspirada na venezuelana Juana, la virgen). Moderna, com uma pegada muito latina, personagens encantadores (and gatos), Jane é aquela série que conseguiu me fazer esquecer da vida, do celular, do whatsapp e (quase) do mundo, como há muito não acontecia. Com enredo dinâmico e envolvente, a trama é desenvolvida em Miami e obviamente gira em torno da garota de 23 anos que dá nome à série. Jane mora com a mãe e a avó – duas figuras fortes e paradoxais -, namora Michael, trabalha no hotel de Rafael (suspiros!) e se descobre filha de um grande astro de telenovelas, o sensacional e caricato, Rogelio de La Vega (qualquer semelhança com o sobrenome de casada da Maria do Bairro não deve ser mera coincidência!). A moça pretende casar virgem, por uma ideia incutida desde criança em sua cabeça pela abuela, mas… fica grávida! An?! Sim, já no primeiro episódio ela é inseminada artificialmente por engano pela Dra. Alver, irmã de Rafael (é, o do hotel, com quem Jane teve um ligeiríssimo affair 5 anos antes). Ah, importante: o semên é de Rafael e, portanto, ele é o pai. A parte má do rolo todo fica por conta de Petra, a esposa loira, magra, alta e linda de Rafael. Ela é uma vilã com muita classe e com expressões faciais excelentes, a gente fica naquela oscilação de amar/odiar o tempo inteiro!

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Enfim! Ainda tô na primeira temporada, mas já amo Jane Gloriana Villanueva & cia muito, muito mesmo! E por aí, alguém assiste essa série mara?





31 de julho de 2016

Como o meu tempo para escrever no blog anda curto, achei que seria bacana compartilhar um resumo das coisas que têm me feito suspirar recentemente…

 

 

TEATRO | O Topo da Montanha

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Estávamos, marido e eu, em São Paulo no final de semana passado e ficamos felizes ao constatar que a peça inspirada no último dia de vida de Luther King estava em cartaz. Produzida, dirigida e encenada pelo fantástico Lázaro Ramos e estrelada também pela esposa dele, Taís Araújo, O Topo da Montanha é daquelas peças que tu gostarias de dizer para o mundo todo assistir. Inclusive, na saída do teatro, atrás de mim um rapaz comentava com a moça ao lado que era a terceira vez que estava assistindo e já tinha levado quase toda a família! E, de fato, vale a pena, vale muito a pena insistir que quem tenha a oportunidade de ir, vá.

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Apesar do contexto dramático, o humor é dosado com precisão perfeita, o diálogo é fantástico e a interpretação é fenomenal. Taís é ótima atriz, mas Lázaro… Lázaro é fabuloso! Ele nos remete uma carga emocional altíssima, fiquei tocada, emocionada e muito reflexiva. É de arrepiar!

 

 

EXPOSIÇÃO | Picasso: mão erudita, olho selvagem

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Ainda em SP, no Instituto Tomie Ohtake, fomos ver as obras do Pablo Picasso. Gosto de arte desde criança, mas nunca havia me interessado muito especificamente por esse gênio espanhol. Hoje eu sei o motivo: eu não entendia. Então, na semana anterior eu li alguns artigos e a biografia para ir um pouco mais informada. Foi essencial para entender um pouquinho da genialidade de sua fantástica arte.

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A exposição, com mais de 90 obras (entre pinturas, desenhos, esculturas, cerâmicas) é linda e instigante. Picasso ganhou uma fã.

 

 

NETFLIX | Gilmore Girls

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Não peguei o tempo de Gilmore Girls. Até já tinha visto brevemente Rory e Lorelai pelos sbts da vida, porém a dublagem fajuta não me despertava o menor interesse. Aí que carente de séries fofas e leves, com a chegada do clã Gilmore ao Netflix, algumas amigas me incentivaram a dar uma chance. Como a Ju tinha assistido tudinho há pouco tempo e amado muito, botei fé e vi o piloto. Me apaixonei. É um seriado tranquilo, relaxante, simples e delicioso de assistir. A Kaka definiu perfeitamente: Gillmore Girls é confortável.

 

 

LIVROS | Princesa Sultana

Tenho um interesse quase inexplicável pela cultura árabe e há muito tempo, conversando sobre o assunto com uma amiga, ela comentou que tinha adorado o livro As Filhas da Princesa (Jean Sasson). Anotei no Skoob para futuramente dar uma olhada, mas acabou caindo no esquecimento. Aí certa vez, dando uma olhadinha na rede para trocar uns livros, pesquisei por ele. Descobri que era uma trilogia, iniciada por Princesa (1998) e seguido por As Filhas da Princesa (2000) e Princesa Sultana (2004). Todos escritos pela autora norte-americana Jean Sasson em parceria com uma princesa de alta posição da Arábia Saudita, sob o pseudônimo Sultana.

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A sequência segue a história real da princesa e conta muito das atrocidades vividas pelas mulheres sauditas. Os acontecimentos impressionam muito e a luta de Sultana pelos direitos femininos é comovente. Fiquei aficcionada pelos livros e, quando terminei o último, descobri que recém havia lançado no Brasil um quarto livro, Princesa: mais lágrimas para chorar, contando o que ocorreu na vida da Sultana nesses mais de 10 anos desde a última edição e como está a vida dela hoje, mais ou menos com 50 anos. Comprei imediatamente e é o que estou lendo nesse momento. E amando.





23 de junho de 2016

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Não sou uma pessoa que se sensibiliza muito facilmente com filmes e livros a ponto de deixar escorrer uma lágrima dos olhos. Saí de casa ansiosíssima para assistir o recém estreado, mas muito, muito esperado filme Como Eu Era Antes de Você. Quem acompanha o blog sabe o quanto amei o livro, facilmente um dos mais belos e envolventes que li em 2014. Minhas amigas que também aguardavam a estreia da adaptação já anunciaram seus lencinhos e algumas até optaram por esperar e assistir em casa, não querendo correr o risco de passar a vergonha de sair com os olhos inchados do cinema. Mas, como eu sou durona (aham… senta lá, Bruna!), não era meu caso, né. Seria emocionante, disso eu estava certa, mas daí a escorrer lágrimas de desespero… não, por isso eu não esperava.

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Pois bem. Eis que o filme começou lindo, leve e bem humorado. Emilia Clarke (que meu marido nem reconheceu como Daenerys Targaryen, a incrível não-queimada – viciados em GoT entenderão!) com sua atuação excepcional conseguiu ganhar meu coração de cara, dando vida à querida e não-estereotipada Lou. Sam Claffin demorou uns segundos a mais, porém logo conquistou meu amor com a ironia charmosa de Will Traynor. Belíssima locação, caracterização excelente, figurino ilário e ótima escolha de elenco – fãs de Downton Abbey: Mr. Bates faz o papel do pai de Lou! A única personagem que não me encantou e foi quase oposta ao que eu imaginava foi a irmã dela, Treena. Mas ok, facilmente superável, até porque pouco aparece.

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Sobre o filme em si, minhas considerações: a adaptação é muito fiel ao livro. Algumas coisas foram negligenciadas sim, pois a riqueza de detalhes da obra escrita não caberia em curtos 109 minutos. O que, aliás, achei muito pouco. Eu queria mais. Queria mais Lou, mais Will, mais dos conflitos vividos por ele e sua reticência em sair de seu próprio mundo.

O Will estava um pouco mais fácil no filme, talvez pela rapidez com que tudo precisou acontecer. Então, acredito que alguns bons minutos a mais não seriam em vão. A família de Lou (exceto Treena) foi legalzinha, a ida de Will lá foi um dos pontos altos de humor. Pat (que poderia parecer um pouco mais obcecado pelos exercícios físicos, como de fato era) é hilário e, embora mal abra a boca, suas expressões são fantásticas. Não mais que as de Lou, claro, que carrega uma carga expressiva impressionante. Já adorava Emilia Clarke, mas confesso que na pele de Louisa ela é ainda mais impressionante e supera todas as expectativas, não pensaria em outra atriz para o papel. Vivi o filme como vivi o livro, envolveu tanto quanto esperado e supriu as expectativas imensas que criei. Valeu a pena. E já quero uma continuação.

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Agora, voltando às lágrimas. Em 40 minutos de filme escaparam dos meus olhos os primeiros dois litros. Levemente recuperada, numa cena espetacular e sentimentalmente profunda, vieram mais uns 5 litros. Como não tinha mais garrafinhas de água disponíveis, tratei de transformar as lágrimas em soluços, pra não desidratar e não perder o final… mas aí… vem aquele final. Aquele. E não conto mais como lidei, pois minha emoção não permite. Ainda não consegui me recuperar. TPM contribuiu certo, mas a carga emocional de Como Eu Era Antes de Você derruba qualquer um.

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É lindo. Simplesmente: assistam.





26 de maio de 2016

Tempos atrás, conversando sobre séries do Netflix com um casal de amigos, eles me indicaram White Collar. Apesar de sempre vasculhar o catálogo disponível, nunca tinha reparado nesse seriado antes. Como a indicação veio de gente com muita credibilidade (haha) e o assunto (artes) super me agrada, resolvi dar um voto de confiança. E não me arrependi.

White Collar nos apresenta o inteligente e encantador Neal Caffrey, um criminoso especializado em falsificação de obras de arte. Após anos preso, ele faz um acordo com o Agente Especial do FBI Peter Burke, a fim de colaborar na investigações dos crimes de colarinho branco, em troca de sua liberdade. A partir daí, a dupla passa a ser o Batman e o Robin de Nova York, desvendando diversos mistérios, bolando estratégias impensáveis e prendendo vigaristas.

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A dupla é realmente muito boa e carismática, rendendo bons diálogos e risadas. O melhor amigo de Neal, Mozzie (o Stanford de Sex and The City), é ilário e super cativante, daquelas figuras que gostaríamos de ser amigos. Os episódios são bem dinâmicos e as questões bem resolvidas, sem fios soltos.

Não sou muito fã de séries que podem ser assistidas aleatoriamente, com casos que começam e terminam no mesmo episódio. White Collar é assim. A história de fundo está longe de segurar a trama, não é envolvente o bastante. Cada episódio é suficiente por si e facilmente você consegue entender o contexto pegando pela metade. Porém, apesar de não ser o meu formato favorito, Neal & cia me deixam de bom humor. É o típico seriado leve, relaxante, prende a atenção sem muito esforço. Bem feitinho e bem bolado, acho uma excelente opção para aqueles dias de tédio ou de cansaço mental. Ah, para facilitar a vida, as 5 primeiras temporadas estão disponíveis no Netflix!

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White Collar
Ano: 2009/2014
Temporadas: 6
Episódios: 81
Nota: 4 estrelas