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19 de setembro de 2014

Duas razões me fizeram comprar este livro: primeiro, a capa! É, confesso, comprei um livro pela capa! Tão linda! O outro motivo é o fato de ter sido escrito por uma blogueira – sou dessas que prestigiam a classe – e abraçado pela Intrínseca.

isabela freitas não se apega não

Com uma pontinha de arrependimento - li algumas resenhas negativas e achei que realmente não era pra minha idade – resolvi encarar a história da Isabela. E tá aí o primeiro ponto meio confuso no livro: muito embora a autora negue ser uma autobiografia, as coincidências entre ela e a personagem central são muitas ao longo do livro. Mesmo nome e sobrenome, mesma idade, mesma cidade, mesmas características físicas… Fiquei em dúvida se era uma mistura de realidade com ficção, realidade total com alguns nomes trocados ou situações que Isabela gostaria de ter vivenciado.

Não se apegar não é ser indiferente à vida. É ter o conhecimento de que o sofrimento chega, mas um dia deve partir. Não podemos dar abrigo ao sofrimento nem permitir que ele faça de nosso coração sua casa permanente. Não é certo. Superar é preciso. Levantar-se mais forte é essencial. {p. 223}

Outro ponto que estranhei: o livro é classificado como autoajuda. Até inicia com as “20 Regras do Desapego” e continua com alguns conselhos ao longo da história, mas, ainda assim, não consigo enquadrar como uma literatura do gênero. Pra mim, é uma história divertida sobre impressões, pensamentos e descobertas de uma garota de 22 anos. Não passa disso.

No decorrer da leitura, acabei gostando. Me apeguei a alguns personagens e adorei relembrar momentos e situações juvenis com a Isabela. O enredo é rápido, às vezes um pouco enrolado, mas traz algumas conclusões muito interessantes, apesar da imaturidade visível da personagem.e de constatar não ser realmente um livro para a minha atual fase quase balzaquiana. Tenho certeza que se o tivesse lido há uns dez anos, teria amado muito!

nao se apega nao

Aprendi que algumas pessoas precisam ir para que outras melhores cheguem. É como se no nosso coração tivesse apenas alguns poucos lugares, e se não expulsarmos aqueles que não mais nos acrescentam nunca poderemos conhecer os próximos da fila. {p. 96}

Comecei com um pé atrás, porém, no final das contas, o jeito da Isabela me conquistou. Não é um livro que super indico, mas é uma leitura fácil e rápida pra passar o tempo e, quem sabe, reviver algumas cenas que marcaram a vida.

 não se apega não nota





5 de setembro de 2014

como eu era ante de voce

Duas pessoas completamente distintas: ela, Louisa Clark, uma garçonete de pub um tanto esquisita, com um namorado chato e sem muitas perspectivas na vida; ele, Will Traynor, inteligente, irônico, rico e tetraplégico, devido a um acidente de moto. Em tese, não teria como suas vidas cruzarem-se de forma tão profunda. Mas, o pub que Lou trabalha fecha e ela precisa de um emprego… e acaba como cuidadora do irritante Will.

Como Eu Era Antes de Você é um livro forte, com uma história linda e amplamente reflexiva. Acompanhar a rotina de Will e o aprendizado de Lou nos leva a pensar nas pequenas coisas da vida. Atividades rotineiras, às vezes tão simples a ponto de não darmos o devido valor – ou sequer paramos para pensar sobre sua real importância -, mas que são extremamente valiosas, principalmente para aqueles que se veem tolhidos de realizá-las por circunstâncias da vida.

Outro ponto que me tocou bastante foram as dificuldades e ajudas mútuas, cada um do seu jeito,  dentro de sua necessidade. Impressiona o quão importante e até determinante pode ser a influência de uma pessoa na vida de outra.

como eu era antes de voce 1

Foi o primeiro livro que li de Jojo Moyes e fiquei totalmente apaixonada. É cativante, não dá vontade de largar um minuto. É daquelas histórias intensas, porém divertidas e deliciosas, que você deseja que todos leiam. Sabe aquele livro que você economiza pra não terminar? Pois bem. É realmente difícil deixar a companhia desses personagens tão profundos!

Ah, a adaptação cinematográfica será feita pelos mesmos roteiristas de A Culpa é das Estrelas e foi comprada pela MGM. Não achei informações sobre a data prevista para estreia e nem quem serão os atores, mas tô curiosíssima! Muito amor por Lou e Will, personagens para eternizar nos nossos corações.

Alguém leu? O que acharam?

Beijinhos,

B.

Como eu era antes de você





30 de julho de 2014

foto

Quem é você, Alasca? conta a estória de Miles, um garoto viciado em últimas palavras de pessoas célebres e cansado do cotidiano sem graça na casa de seus pais, na Flórida. À procura do que chamou de um Grande Talvez, Miles vai estudar em um internato no Alabama, onde dividirá o quarto com o – seu mais novo amigo – Coronel, conhecerá Takumi e se apaixonará pela inteligente, mas, problemática, Alasca Young, sua vizinha de quarto.

Este foi o primeiro livro de John Green. Depois de ler A Culpa é das Estrelas, tive muita vontade ler os outros livros do autor, então corri para esse, que foi o mais indicado nas resenhas que li. Realmente, não me decepcionei. A estória, em geral, é simples, o enredo é ótimo e, pra mim, foi daqueles que só consegui largar quando terminei.

Embora John Green escreva de uma forma aparentemente simples, sou apaixonada pelos seus personagens. A forma como são construídos e abordados, os pensamentos, as metáforas, as situações tão reais… acho impressionante a profundidade que ele insere em contextos quase que rotineiros.

Quem é você, Alasca? é dividido em misteriosos antes e depois, cujo divisor de águas só será revelado na segunda etapa, ou seja, o depois. As indagações, os medos e as inseguranças de Miles nem sempre são resolvidas e, por vezes, tornam-se dúvidas maiores, que talvez nunca serão respondidas. Dependendo de seu envolvimento com o livro e seus personagens, a vida emocional de Miles pode nos conduzir a grandes questionamentos e reflexões. É um livro que trata de sentimentos e descobertas, de novas experiências, de um novo universo. Ah, de momentos engraçados também.

O livro deve virar filme, após a adaptação de Cidades de Papel para o cinema – também de John Green. A Paramount Pictures têm seus direitos comprados há nove anos (o livro foi lançado em 2005 nos EUA), porém, não havia manifestado interesse em produzir, até o mega sucesso de A Culpa é das Estrelas.

Quem leu? Gostaram? E os outros, valem a pena? Me contem!

Quem é você Alasca





22 de julho de 2014

mini-becky-bloom

Eu, mega fã que sou da Becky Bloom, tava louca pra ler esse livro. Dizem que é o último da série e já fiquei toda saudosa com peninha da despedida! Mas, não foi aquilo tudo

Becky e Luke têm uma filhinha de dois anos, Minnie, que deve ter herdado o espírito consumista da mãe, já que quer tudo que vê pela frente e vive se metendo em confusões (sim, mesmo nessa idade). Não dá pra dizer que o livro não é legal. É um bom passatempo e tem alguns trechos bem divertidos. Porém, no contexto geral achei forçado demais. Por vezes, Becky é tão sem noção e tão sem limites que deixa de ser engraçado e torna-se irritante! Cansou um pouco e fiquei meio decepcionada, esperava algo mais inteligente e animado para um último livro dessa coleção.

Talvez as estórias da Becky já estejam muito repetitivas. Quem sabe seja a hora de Sophie Kinsella inovar mais e dar continuidade às suas outras personagens que têm tudo para render bons frutos, como a fofa Poppy de Fiquei com o seu número! Ou, ainda, criar uma reviravolta interessante para a Becky (mas, please, não mate o Luke! hahaha).

mini becky bloom





18 de julho de 2014

em busca de uma nova vida
Gosto muito de literatura espírita, mas é a primeira vez que vou falar do assunto aqui no blog, já que ultimamente estava direcionamento mais para os livros científicos deste gênero e não tanto para os romances. É que depois de ler muitos romances espíritas, começa a ficar repetitivo demais. Até que, por indicação de uma amiga, li Em Busca de uma Nova Vida.

Fazia tempo que não lia um romance espírita que me agradasse tanto! Com um enredo envolvente e nada piegas, o livro conta a história da encarnação do espírito Layla na pele de Dalilah, situada no Egito do ano 600 a.C. Os diálogos são repletos de grandes lições, ensinamentos e reflexões que nos direcionam a um imenso aprendizado sobre nossa própria vida. É bastante denso, o que pode vir a ser cansativo em alguns momentos, mas mesmo assim gostei muito. Acho que vale a pena inclusive para quem não é, de fato, espírita, mas simpatiza com a doutrina.

trilogia

Este é o primeiro livro de uma trilogia, seguido por Em Tempos de Liberdade e Encontrando a Paz, que contam a evolução espiritual de Layla,  sendo cada livro uma diferente encarnação. Recomendo e pretendo ler os outros logo.

Vocês gostam desse tipo de literatura? Algum pra indicar?

 

em busca de uma nova vida