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30 de maio de 2014

malala

Malala é uma adolescente paquistanesa que, num país onde a educação feminina foi praticamente proibida, lutou por seu direito de ir à escola. Com uma família um tanto “moderna” para os padrões daquele país, desde criança Malala teve liberdade e o incentivo do pai, dono de uma escola, para lutar por seu direito ao conhecimento formal, tão secundário no Paquistão.

Tomado pelo Talibã, a vida no Vale do Swat, onde Malala vivia, tornou-se cada dia mais violenta e menos democrática. Ainda assim, Malala insistiu na luta por sua causa e, em 2012, foi baleada na cabeça em um atentado do grupo extremista islãmico. Quase como um milagre, ela sobreviveu. Hoje, aos 16 anos, recuperada, Malala vive no Reino Unido com sua família e continua defendendo o direito à educação, sendo inclusive a pessoa mais jovem a concorrer o Prêmio Nobel da Paz.

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Eu sou Malala é um livro incrível. Impressiona muito o contexto político tão ditatorial e antidemocrático do Paquistão, com sua população pobre, vivendo sob um regime extremamente autoritário, radical e bitolado em pleno século XXI. Não parece que vivemos no mesmo tempo. É como se a sociedade paquistanesa estivesse há anos-luz da evolução básica do ser humano globalizado. É um mundo a parte.

Sempre tive muito interesse pela cultura do Oriente Médio, pelo modo de vida da mulher muçulmana e esse livro é riquíssimo em detalhes acerca desses assuntos. E Malala é uma menina impressionante, com pensamentos e ideias fantásticas, uma jovem à frente de seu tempo e de seu “mundo”. Uma realidade quase oposta a nossa, ainda bem, mas que nos faz refletir e agradecer todos os dias por termos outra mentalidade.

Nós, seres humanos, não percebemos como Deus é grande. Ele nos deu um cérebro extraordinário e um coração amoroso e sensível. Abençoou-nos com  a capacidade de falar e expressar nossos sentimentos, dois olhos para ver um mundo de cores e beleza, dois pés que caminham pela estrada da vida, duas mãos que trabalham para nós, um nariz que aspira fragrâncias deliciosas e dois ouvidos para escutar palavras de amor.{p. 314}

Esse foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Biografia é meu gênero literário favorito e aliado a um assunto que muito me interessa, Eu sou Malala me marcou de verdade, foi daqueles livros que “economizei” as últimas páginas para que demorasse a terminar!

 

 

eu sou malala





20 de abril de 2014

estrelas 1

Faz alguns meses que li A Culpa é das Estrelas, mas, como fiquei um bom tempo offline, não tinha conseguido parar para registrar minhas impressões…

Comprei o livro com um pezão atrás! Puro preconceito, eu sei, mas sendo ele um fenômeno literário, estando sempre nos topos de listas de livros-mais-vendidos e por ter uma capa um tanto teenager demais para a minha idade pré-balzaquiana, não tava muito animada. Eis que li uma resenha daqui, um comentário dali e resolvi me aventurar nessa história dita apaixonante e ver o que tinha esse tão falado John Green!

Nosso amor não foi à primeira vista, não. Comecei meio ressabiada, com aquele pensamento de que seria mais um livro bobinho com uma historinha mais ou menos, mas não demorou muito meu coração não resistiu e se entregou totalmente à Hazel, Gus e um enredo envolvente, sensível, marcante… e, dá pra dizer, até engraçado, sobre um tema extremamente delicado, que é o câncer na adolescência.

estrelas 2

Podia ser mais um livro adolescente piegas e sofrido, mas não. É uma história de amor. Uma história que conduz o leitor a sentimentos profundos, mas serenos. Uma história capaz de nos mostrar que todo mundo ama, independente de quantos dias ainda se tenha pra viver. Uma história em que o amor é muito mais forte que uma doença.

estrelas 3

John Green me surpreendeu. O livro é teen mesmo, mas as lições que ele traz, são para todas as idades. Não vou prolongar, pois gosto que minhas indicações conservem a surpresa e a descoberta do próprio leitor. Só digo que vale muito a pena reservar um tempinho para essa história deliciosa!

Agora, soube que em junho, o livro estreia nas telinhas do cinema. John Green acompanhou as gravações de perto e até virou amigo do elenco. Já estou mega ansiosa para encontrar Hazel e Gus novamente! Acho que têm grandes chances de ser daqueles filmes que retratam, de fato, a emoção do livro. Então, chega logo, junho!

a culpa é das estrelas





7 de fevereiro de 2014

foto

A Assinatura de Todas as Coisas começa devagar. Ambientada na Filadélfia dos anos 1800, a história de Alma Whittaker inicia-se antes mesmo de a personagem nascer, contando a luta de seu pai, um jovem humilde, até tornar-se um dos botânicos mais ricos dos Estados Unidos. Passadas as setenta primeira páginas, o enredo começa a envolver, fazendo com que nos tornemos realmente íntimos de Alma, vivendo com ela cada fase de sua vida.

A minha expectativa com relação a este livro era realmente alta. Esperava algo tipo Comer, Rezar, Amar. Embora não tenha gostado muito de Comprometida, também de Liz Gilbert, acreditava que a primeira ficção fosse surpreender. Não surpreendeu tanto. O livro é muito bem escrito, a história bem desenvolvida e tudo mais, no entanto, achei um pouco cansativo. Há momentos que a leitura se arrasta, há fatos que, pra mim, não fizeram muito sentido, apesar de o contexto geral ser delicioso.

Alma conquista o nosso coração. Terminei o livro admirando profundamente a personagem.

É um bom livro e indico a leitura pra quem não espera mais um Comer, Rezar, Amar.

assinatura de todas as coisas





19 de julho de 2010

Desde que lançou no Brasil, eu tava ansiosíssima pra ler as aventuras da Carrie antes de Sex and The City. E não me decepcionei! Fazia tempo que não pegava um livro mulherzinha pra ler, por falta de tempo, claro, porque opção é o que não falta. A história se passa nos anos 80, quando Carrie ainda aspirava ser escritora, não conhecia NYC e estava no terceiro ano do ensino médio. É muito mais adolescente do que o seriado, por óbvio, mas é garantia de boas risadas e um excelente passatempo.

A única coisa que achei um pouquinho estranho é que não consegui ligar a Carrie do livro com a personagem da série. Não achei uma característica que identificasse a Miss Bradshaw que conhecemos, talvez porque na época ela nem sabia quem era Manolo Blahnik. Mas, enfim, o livro é ótimo e se o tempinho gelado do final de semana estiver sobrando, indico a leitura!

diarios de carrie





10 de novembro de 2009

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Já tinha ditoaqui que sou suuuper fã da Sophie Kinsella. Desde que li Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, vivia esperando para ler os próximos lançamentos da autora. Li toda a saga da Becky (e quero mais), Samantha SweetEmma Corrigan. Agora, o último lançamento da autora nos apresenta Lexi Smart, uma menina de vinte e poucos anos, que sofre um acidente e acorda sem lembrar dos últimos 3 anos da sua vida. E, ainda descobre que tem um marido lindo, um apartamento dos sonhos e vários terninhos Chanel!

A leitura, como sempre nos livros da Sophie, é simples, rápida e gostosa. O livro é daqueles que prende e você devora rapidinho! Vale a pena e é uma ótima pedida pra listinha de verão. Eu gostei bastante. Fica a dica!

Quem mais leu? Gostaram?

Beijinhos,

B.

 

lembra de mim