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14 de julho de 2014

quebre as regras e reinvente

 

Depois de ler Roube Como um Artista (resenha aqui), de Austin Kleon, que achei um livro excelente e permanece na minha cabeceira para reler quantas vezes for necessário, fui atrás de livros semelhantes. Achei este, também indicado pela Ale Garattoni, como se um “primo” fosse do RCUA. Cheia de expectativa, corri pra livraria mais próxima.

Só que não. Não era o que eu procurava e achei o livro uma bela de uma decepção. Li arrastada e sempre com a sensação de que era
mais do mesmo. Trata basicamente sobre iniciativa em começar novos projetos, seja em que ramo for. Mas, sabe aquela coisa forçada, repetitiva e sem conteúdo? Mais do mesmo sempre, informações vazias e abstratas demais. Nada que anime, que te jogue pra frente ou traga boas ideias.

Enfim, não me foi uma leitura produtiva e não imagino que se possa tirar grandes conclusões ou até mesmo ajuda deste livro. Mas, pra quem quiser arriscar, a Ale Garattoni gostou e indicou nesse post aqui.

quebre as regras e reinvente





4 de julho de 2014

fiquei com o seu número

O primeiro chick lit que li, lá pelos meus 16 anos, foi Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, da amada Sophie Kinsella. Depois, encarei Bridget Jones e a saga do Diário da Princesa. Mas, nada como Becky e a escrita envolvente de Sophie. Lembro que esperava ansiosamente pelos próximos livros e era das primeiras a comprar, ainda no pré-lançamento.

Agora, depois de anos sem ler livros da Sophie Kinsella ou qualquer outro chick lit, consegui voltar a ter tempo para eles e o primeiro escolhido foi Fiquei com o seu número. O livro conta a história de Poppy, uma garota que está noiva e, um dia, numa conferência, perde seu anel de noivado e seu celular. Então, ela encontra um aparelho no lixo e passa o número para que os funcionários do local possam telefonar, caso encontrem seu anel. Porém, o celular é corporativo e seu dono, Sam, não gosta nada quando descobre que está com Poppy. E aí inicia o desenrolar da estória…

Sabe aquele livro delícia que a gente não tem vontade de parar de ler nem um minutinho? Então! Fiquei com o seu número é divertido, entretém fácil, rende boas risadas e tem um final não tão clichê assim! O enredo é animado e flui num ritmo bom. Claro que às vezes as situações são um pouco forçadas, fora da real, o que é típico nos livros da autora. De todo modo, é daquelas comédias românticas femininas que valem a pena! Foram algumas horas de diversão garantida! Adorei muito e super indico!

Fiquei com o seu número

 





15 de junho de 2014

ansiedade

Sou uma pessoa mega ansiosa. A minha ansiedade é patológica mesmo, daquelas que devem (e são) tratadas com medicamentos e terapias, passando – e muito – da “mera agonia” de que tal coisa logo aconteça. Apesar de conviver com esse diagnóstico e tratá-lo, não sou fissurada pelo problema e pesquiso pouco sobre o assunto.

Quando me deparei com o livro Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século na Saraiva, chamou muito minha atenção. Porém tinha eu a ideia – equivocada, agora eu sei – de que era mais uma autoajuda sobre esse assunto já bem batido. Até que uma amiga, daquelas que super considero a opinião, disse que o livro era ótimo, não se tratava de autoajuda e estava até pensando em ler de novo. Foi o pontapé necessário para que eu, finalmente, encarasse meu primeiro livro do Augusto Cury.

Sempre ouvi falar muito bem do autor, médico psiquiatra super conceituado nacional e internacionalmente, vencedor de diversos prêmios literários. Porém, tinha um certo preconceito, pois pensava que o gênero não fazia muito meu estilo.

Mais uma vez, estava enganada. Adorei o livro. Não tem nada de autoajuda. Na verdade, é um estudo sobre a Síndrome do Pensamento Acelerado, que seria uma das doenças mais comuns da atualidade, afetando grande parte da população mundial. O SPA seria uma das causa da ansiedade, desencadeada pelo bombardeio de informações sofridas diariamente e por todos os meios, fazendo com que nos sintamos cobrados e pressionados.

No livro, Augusto Cury aponta os sintomas e as consequências desse mal, além de técnicas de enfrentamento. Achei extramamente interessante e muito difícil de não se identificar. Acho que quase todo mundo sofre de pelo menos um ou dois dos sintomas elencados. As técnicas ensinadas não são exatamente fáceis, porém, muito boas. Se persistirmos em aplicá-las em nosso cotidiano, tenho certeza de boas melhoras. Algumas delas eu já utilizava no meu dia-a-dia, pois aprendi na terapia cognitiva e são de grande valia para recuperar a tranquilidade mental e emocional, fundamentais no combate à ansiedade.

Pensar é bom, pensar com consciência crítica é melhor ainda, mas pensar excessivamente é uma bomba contra a qualidade de vida e um intelecto criativo e produtivo. 

Enfim, é um bom livro, um estudo interessante. Indico a todos que sofrem desse mal e também aos que pensam não sofrer, já que às vezes os sintomas se escondem em subterfúgios momentâneos.

 

Ansiedade





12 de junho de 2014

roube c um artist

Há um tempo, a Ale Garattoni do blog homônimo – um dos meus preferidos! – indicou e superelogiou o livro Roube Como um Artista, de Austin Kleon. A animação dela foi tão grande que voltou a citá-lo em outros tantos posts, aumentando ainda mais a minha vontade de lê-lo.

Até que chegou a vez dele na minha lista literária e devorei em uma tarde, cheia de arrependimento por não ter lido antes.

Roube Como um Artista é tão perfeito para o meu momento… com sacadas e toques geniais, textos curtos e exemplos super aplicáveis ao nosso cotidiano, é daqueles livros que te sacode e dá ânimo imediato pra botar a cabeça a funcionar! Traz dez dicas para desbloquear sua criatividade e cada uma delas é subdividida em toques certeiros que me foram extremamente necessários e bem-vindos.

desbloqueie

Sabe aquela injeção de ânimo perfeita para aqueles dias de baixo astral, em que muitas vezes nos sentimos um pouco perdidas, com dúvidas se devemos ou não continuar a alimentar o nosso blog? Então! Esse livro é daqueles tem que ler, praticamente um tapa na cara, ideal para esses momentos. E também muito útil para outros ramos, não virtuais, em que um pouquinho de criatividade faz toda diferença pra melhorar o dia-a-dia.

Bom-roubo-mau-roubo

Mega indico! Como disse a Ale, fiquei com vontade de sair distribuindo esse livro por aí!!

ROUBE COMO UM ARTISTA





9 de junho de 2014

adulterio

 

Não sou das maiores fãs de Paulo Coelho. Dizem que ele é daquele tipo de autor que ou se ama ou se odeia… eu fico em cima do muro! Até Adultério, só tinha lido Onze Minutos e, embora tenha gostado bastante, não foi aquela literatura “quero mais”. Achei que os outros livros do autor seriam mais do mesmo. Só que não…

Adultério é narrado em primeira pessoa por Linda, uma jornalista suíça de 31 anos, casada, com dois filhinhos e uma vida típica de comercial de margarina. Sem entender o porquê, Linda muitas vezes não vê muito sentido na vida, sente-se infeliz e diversos questionamentos passam a perturbar sua mente. Pra completar, ela reencontra um amor da adolescência e se sente envolvida, bagunçando ainda mais seus sentimentos.

O desenrolar da estória, embora envolvente, não surpreende muito. De leitura fácil, acho que a grande sacada do livro são as reflexões e dúvidas comuns ao nosso cotidiano (em especial das mulheres, acredito eu), vistas sob a ótica de outra pessoa, ainda que fictícia. É impossível não se envolver com os dramas existenciais de Linda e, por vezes, até se identificar.

Um único detalhe que considerei falho é o fato de Linda ser um tanto nova para determinados questionamentos. Algumas questões abordadas no livro me parecem de mulheres na meia-idade, com mais vivência e não no auge da juventude como a personagem. Mas, enfim, é apenas um detalhe totalmente secundário.

Adorei a leitura e acho muito indicado para mulheres, maduras ou não, que gostem de refletir sobre relacionamentos, sentimentos, depressão e demais assuntos que, por vezes, nos assombram.

adulterio