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31 de julho de 2016

Como o meu tempo para escrever no blog anda curto, achei que seria bacana compartilhar um resumo das coisas que têm me feito suspirar recentemente…

 

 

TEATRO | O Topo da Montanha

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Estávamos, marido e eu, em São Paulo no final de semana passado e ficamos felizes ao constatar que a peça inspirada no último dia de vida de Luther King estava em cartaz. Produzida, dirigida e encenada pelo fantástico Lázaro Ramos e estrelada também pela esposa dele, Taís Araújo, O Topo da Montanha é daquelas peças que tu gostarias de dizer para o mundo todo assistir. Inclusive, na saída do teatro, atrás de mim um rapaz comentava com a moça ao lado que era a terceira vez que estava assistindo e já tinha levado quase toda a família! E, de fato, vale a pena, vale muito a pena insistir que quem tenha a oportunidade de ir, vá.

chez b o topo da montanha

Apesar do contexto dramático, o humor é dosado com precisão perfeita, o diálogo é fantástico e a interpretação é fenomenal. Taís é ótima atriz, mas Lázaro… Lázaro é fabuloso! Ele nos remete uma carga emocional altíssima, fiquei tocada, emocionada e muito reflexiva. É de arrepiar!

 

 

EXPOSIÇÃO | Picasso: mão erudita, olho selvagem

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Ainda em SP, no Instituto Tomie Ohtake, fomos ver as obras do Pablo Picasso. Gosto de arte desde criança, mas nunca havia me interessado muito especificamente por esse gênio espanhol. Hoje eu sei o motivo: eu não entendia. Então, na semana anterior eu li alguns artigos e a biografia para ir um pouco mais informada. Foi essencial para entender um pouquinho da genialidade de sua fantástica arte.

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A exposição, com mais de 90 obras (entre pinturas, desenhos, esculturas, cerâmicas) é linda e instigante. Picasso ganhou uma fã.

 

 

NETFLIX | Gilmore Girls

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Não peguei o tempo de Gilmore Girls. Até já tinha visto brevemente Rory e Lorelai pelos sbts da vida, porém a dublagem fajuta não me despertava o menor interesse. Aí que carente de séries fofas e leves, com a chegada do clã Gilmore ao Netflix, algumas amigas me incentivaram a dar uma chance. Como a Ju tinha assistido tudinho há pouco tempo e amado muito, botei fé e vi o piloto. Me apaixonei. É um seriado tranquilo, relaxante, simples e delicioso de assistir. A Kaka definiu perfeitamente: Gillmore Girls é confortável.

 

 

LIVROS | Princesa Sultana

Tenho um interesse quase inexplicável pela cultura árabe e há muito tempo, conversando sobre o assunto com uma amiga, ela comentou que tinha adorado o livro As Filhas da Princesa (Jean Sasson). Anotei no Skoob para futuramente dar uma olhada, mas acabou caindo no esquecimento. Aí certa vez, dando uma olhadinha na rede para trocar uns livros, pesquisei por ele. Descobri que era uma trilogia, iniciada por Princesa (1998) e seguido por As Filhas da Princesa (2000) e Princesa Sultana (2004). Todos escritos pela autora norte-americana Jean Sasson em parceria com uma princesa de alta posição da Arábia Saudita, sob o pseudônimo Sultana.

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A sequência segue a história real da princesa e conta muito das atrocidades vividas pelas mulheres sauditas. Os acontecimentos impressionam muito e a luta de Sultana pelos direitos femininos é comovente. Fiquei aficcionada pelos livros e, quando terminei o último, descobri que recém havia lançado no Brasil um quarto livro, Princesa: mais lágrimas para chorar, contando o que ocorreu na vida da Sultana nesses mais de 10 anos desde a última edição e como está a vida dela hoje, mais ou menos com 50 anos. Comprei imediatamente e é o que estou lendo nesse momento. E amando.





4 de julho de 2016

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Com spoilers sobre os demais livros da série.

Passeando pelo shopping dia desses – depois da promessa de não comprar mais nenhum livro antes de ler os que tenho em casa – dei uma inevitável, mas rápida olhada na vitrine da livraria e eis que me deparo com A Coroa! Apesar de ter como imprescindível um quinto livro para o desfecho perfeito da série A Seleção (como contei aqui), não sabia quando viria e, confesso, havia caído no limbo do esquecimento. O fato é que quando meus olhos cruzaram com a inconfundível capa do novo livro de Kiera Cass, esqueci qualquer promessa: garanti o meu imediatamente!

A Seleção, inicialmente, seria uma trilogia, mas o sucesso foi tanto que a história se prolongou e tivemos A Herdeira e A Coroa. Foi o primeiro enredo distópico que li e, pensando bem, talvez o único (pelo menos não consigo lembrar de outro agora). E me apaixonei, tipo, muito! Os três primeiros livros são altamente devoráveis (Resenhas: A Seleção, A Elite, A Escolha), a coisa é fluída e você entra na trama, torce e vive como se America – a personagem central – fosse uma super amiga. Depois, resolvidos os dramas da protagonista e do adorável Príncipe Maxon, o quarto e penúltimo livro nos apresenta Eadlyn, a filha do casal.

Como contei aqui, A Herdeira foi o livro que menos gostei. Talvez por a expectativa ser muito alta. Ou por eu realmente não ter, em princípio, curtido a nova personagem principal e o fato de America e Maxon não serem mais o centro do enredo. Então, já não esperava tanto assim de A Coroa, maaas… foi amor. Foi muito amor.

A Coroa é a continuação perfeita e o desfecho digno de uma série tão amável como A Seleção. Eadlyn está mais madura, segura, humilde e cativante. A problemática política vivida é bacana e até certo ponto, surpreendente. Continua sendo uma leitura simples, fludíssima e contagiante, daqueles que a gente não quer que acabe pelo simples fato de não conseguir ficar distante dos personagens e do encantador palácio de Illéa. Adorei, recomendo e não ficaria triste se Kiera Cass resolvesse mudar novamente de ideia e prosseguir dando rumo à história da família Schreave.

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Em tempo: a saga vai virar filme! Produzido pela Warner Bros e dirigido por Thea Sharrock (de Como Eu Era Antes de Você). Aguardemos!


A Coroa
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 310
Ano: 2016
Nota: 5 estrelas





23 de junho de 2016

chez b como eu era antes de vc

Não sou uma pessoa que se sensibiliza muito facilmente com filmes e livros a ponto de deixar escorrer uma lágrima dos olhos. Saí de casa ansiosíssima para assistir o recém estreado, mas muito, muito esperado filme Como Eu Era Antes de Você. Quem acompanha o blog sabe o quanto amei o livro, facilmente um dos mais belos e envolventes que li em 2014. Minhas amigas que também aguardavam a estreia da adaptação já anunciaram seus lencinhos e algumas até optaram por esperar e assistir em casa, não querendo correr o risco de passar a vergonha de sair com os olhos inchados do cinema. Mas, como eu sou durona (aham… senta lá, Bruna!), não era meu caso, né. Seria emocionante, disso eu estava certa, mas daí a escorrer lágrimas de desespero… não, por isso eu não esperava.

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Pois bem. Eis que o filme começou lindo, leve e bem humorado. Emilia Clarke (que meu marido nem reconheceu como Daenerys Targaryen, a incrível não-queimada – viciados em GoT entenderão!) com sua atuação excepcional conseguiu ganhar meu coração de cara, dando vida à querida e não-estereotipada Lou. Sam Claffin demorou uns segundos a mais, porém logo conquistou meu amor com a ironia charmosa de Will Traynor. Belíssima locação, caracterização excelente, figurino ilário e ótima escolha de elenco – fãs de Downton Abbey: Mr. Bates faz o papel do pai de Lou! A única personagem que não me encantou e foi quase oposta ao que eu imaginava foi a irmã dela, Treena. Mas ok, facilmente superável, até porque pouco aparece.

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Sobre o filme em si, minhas considerações: a adaptação é muito fiel ao livro. Algumas coisas foram negligenciadas sim, pois a riqueza de detalhes da obra escrita não caberia em curtos 109 minutos. O que, aliás, achei muito pouco. Eu queria mais. Queria mais Lou, mais Will, mais dos conflitos vividos por ele e sua reticência em sair de seu próprio mundo.

O Will estava um pouco mais fácil no filme, talvez pela rapidez com que tudo precisou acontecer. Então, acredito que alguns bons minutos a mais não seriam em vão. A família de Lou (exceto Treena) foi legalzinha, a ida de Will lá foi um dos pontos altos de humor. Pat (que poderia parecer um pouco mais obcecado pelos exercícios físicos, como de fato era) é hilário e, embora mal abra a boca, suas expressões são fantásticas. Não mais que as de Lou, claro, que carrega uma carga expressiva impressionante. Já adorava Emilia Clarke, mas confesso que na pele de Louisa ela é ainda mais impressionante e supera todas as expectativas, não pensaria em outra atriz para o papel. Vivi o filme como vivi o livro, envolveu tanto quanto esperado e supriu as expectativas imensas que criei. Valeu a pena. E já quero uma continuação.

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Agora, voltando às lágrimas. Em 40 minutos de filme escaparam dos meus olhos os primeiros dois litros. Levemente recuperada, numa cena espetacular e sentimentalmente profunda, vieram mais uns 5 litros. Como não tinha mais garrafinhas de água disponíveis, tratei de transformar as lágrimas em soluços, pra não desidratar e não perder o final… mas aí… vem aquele final. Aquele. E não conto mais como lidei, pois minha emoção não permite. Ainda não consegui me recuperar. TPM contribuiu certo, mas a carga emocional de Como Eu Era Antes de Você derruba qualquer um.

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É lindo. Simplesmente: assistam.





26 de abril de 2016

Sem spoilers!

Como eu era antes de você foi o primeiro livro de Jojo Moyes que li e fiquei apaixonada. É um livro forte, com uma história linda e amplamente reflexiva, que nos leva a pensar sobre as pequenas coisas do nosso cotidiano. Atividades rotineiras, às vezes tão simples a ponto de não darmos o devido valor – ou sequer paramos para pensar sobre sua real importância -, mas que são extremamente valiosas, principalmente para aqueles que se veem tolhidos de realizá-las por circunstâncias da vida.

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O livro marcou meu ano de 2014, deixou uma ressaca literária imensa e muitas saudades. Na época, falava-se de uma possível adaptação cinematográfica e, agora, o aguardadíssimo filme está prontinho para estrear no dia 30 de junho! E não só teremos Como eu era antes de você no cinema, como Jojo nos presenteou com a continuação do livro, o tão maravilhoso: Depois de Você.

Iniciei a leitura sem expectativa alguma, esperando apenas matar as saudades daqueles queridos personagens. Aos poucos fui me envolvendo, relembrando momentos marcantes, recordando sentimentos… e Depois de Você foi me surpreendendo aos poucos, gradativamente. Como prometi que não teríamos spoilers, direi apenas que o livro conta o que aconteceu após o término do primeiro, exatamente como esperamos que seja uma sequência. Ao mesmo tempo, porém, o rumo da história é bastante inesperado.

As histórias não são independentes. Há, sim, novos personagens, novas questões, novas tramas. Apesar disso, acredito que é imprescindível a leitura do primeiro para entender – e vivenciar – o segundo. Depois de Você é uma fofura, uma delícia, não dá vontade de largar. A gente se apega (ou reapega?!) e não quer se despedir. Há saudade, muita saudade. Há reflexão, traz a tona o passado. Por vezes, pode ser mais dolorido do que realmente bom, mas gosto desse sentimento nostálgico e introspectivo que acompanha a leitura. No final das contas, recomendo super a leitura sequencial de ambos!

Agora é esperar junho para ver Emilia Clarke dando vida à Lou e Sam Claflin na pele de Will! Ansiosíssima!

 

 


Depois de Você
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2016
Nota: 5 estrelas





12 de abril de 2016

chez b a culpa é das estrelas 02

A Culpa é das Estrelas já é quase antigo, mas não pude pensar em outra coisa para o projeto deste mês. Explico: o tema do Discípulas de Carrie de abril é LIVROS e, em decorrência, o objetivo do Blahnik Movie é contar qual filme melhor complementa o livro e vice-versa. Eu, particularmente, gosto sempre de ler o livro antes de assistir ao filme. Dificilmente faço o inverso. Até porque raramente a versão cinematográfica me surpreende de forma positiva, já que é inevitável a história seja um tanto quanto “resumida” e é muito, mas muito difícil que os personagens realmente correspondam às nossas expectativas e imaginações prévias.

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O primeiro filme que vem à mente quando penso em algum que não tenha deixado a desejar com relação ao escrito é A Culpa é das Estrelas. Há pouco mais de dois anos, li o livro meio ressabiada, achando que não gostaria muito e seria teen demais pra mim, porém, amei. Aí, alguns meses depois, veio o filme e, novamente – apesar de ansiosíssima -, tinha o pé atrás, já que como disse antes: o livro é (quase) sempre melhor que o filme. Só que me surpreendi e muito!

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A Culpa é das Estrelas é um dos poucos filmes que traduzem fielmente o livro. Perfeito! A história é contada em detalhes, os diálogos são incríveis (assim como no livro, claro), não deixa a desejar em absolutamente nada. Os atores são sensacionais. Amei a interpretação da Shailene Woodley, realmente parecia a Hazel que eu imaginava! Gus foi interpretado por Ansel Elgort, uma fofura só! A sensibilidade  e a profundida que os personagens passam realmente emocionam. E, assim como o livro, ao mesmo tempo que a história nos toca e nos leva a reflexões profundas, também é engraçado, fofo, gostoso de assistir.

E para vocês, qual filme complementa mais o livro e vice-versa?! Me contem!!

discipulas de carrie