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24 de setembro de 2017

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Quando resolvi voltar a escrever aqui no blog, resolvi que abordaria apenas assuntos que realmente me interessassem, já que o tempo é curto e imposições de pauta já não me servem mais. Além de séries e livros, que já eram comumentes vistos por aqui, quem me conhece minimamente sabe o quanto amo viajar, pesquisar e conhecer lugares. E como tenho algumas experiências bacanas pra compartilhar, acho válido falar um pouco mais sobre o tema aqui – a tag “viagens” sempre existiu, mas era pouco explorada. Para (re)iniciar então, escolhi falar sobre um lugar espetacular que conheci este ano: Cape Town!

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Já havia algum tempo que tínhamos vontade de conhecer Cape Town – ou Cidade do Cabo, em bom português -, e finalmente encontramos a data ideal. Escolhemos o feriado de Páscoa, que coincidiu com o meu aniversário e, também, foi bem pertinho do nosso aniversário de casamento, então lá comemoramos nossas Bodas de Trigo! Tinha lido muito sobre a cidade, minha expectativa era realmente alta, mas ainda assim me surpreendi! É uma cidade maravilhosa, lindíssima, clima delicioso, alto astral, com inúmeras programações, vinhos e comida perfeitos! Destino fabuloso que tenho vontade de indicar pra todo mundo!

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VOOS | Ainda não temos voos diretos do Brasil para a Cidade do Cabo. Quem voa para a África do Sul é a Latam e a South Africa, sendo que ambas fazem conexão em Joanesburgo. Uma opção é ficar uns dias lá e/ou fazer safári no Kruger Park, seguindo depois para a Cidade do Cabo. Nós, como tínhamos poucos dias, optamos por ficar apenas na Cidade do Cabo e conhecer as vinícolas nos arredores.

TEMPO IDEAL | Chegamos num sábado e fomos embora na sexta seguinte, portanto foram 6 noites. Achei o tempo ideal. Conseguimos fazer tudo o que tínhamos programado com tranquilidade, sem correria e podendo aproveitar bem cada momento.

CLIMA | Fomos em abril, na semana de Páscoa e o clima foi bem variado. De 14 a 30 graus, houve dias de frio, de calor, de vento… haja variedade de roupas!

HOTEL | Sempre pesquisamos muito detalhadamente os hotéis que escolhemos e com esse não foi diferente. Optamos pelo indiano TAJ Cape Town que, embora não fique no ponto mais badalado da cidade (Waterfront), tem uma ótima localização. Além do mais, há shuttle de hora em hora para o Waterfront e Table Mountain, o que facilita bastante a locomoção. Adoramos o hotel! O atendimento é muito atencioso, ambiente bonito, clássico e refinado, com alguns toques da Índia. O quarto é espaçoso, muito aconchegante, lindamente decorado e bem equipado – inclusive com ferro de passar roupa (acho essencial e em muitos países não é comum ter nos hoteis!).

LOCOMOÇÃO | Alugamos um carro, que pegamos no aeroporto e lá devolvemos. Para quem não tem o costume de dirigir na mão inglesa, isso pode gerar um semi-pânico inicial (pra nós gerou! hahaha), mas logo acostuma e as estradas da região são excelentes. Outra boa opção, que usamos para locais mais próximos, são o Uber (excelente! Inclusive o Uber Black fica num preço super ok) e os táxis, além dos próprio shuttle do hotel.

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Mais fotos: @bru_aguiar





18 de setembro de 2017

Fazia algum tempo que eu pensava em retomar o blog. Porém, como teria de ser algo definitivo – ou volta ou exclui – já que não curto muito um chove não molha, adiei, adiei, adiei… e agora bati o martelo: volta! Ou melhor, volto! E cá estou novamente, às vésperas de completar um ano de ausência, para meu lugar de conforto emocional e criativo.

Para este reinício – já que o principal assunto do momento, leia-se Rock in Rio, não é muito a minha praia – nada melhor que os nossos bons e velhos temas recorrentes: séries, premiações e tapete vermelho! E ontem foi dia de EMMY, a tão aguardada premiação dos melhores programas de televisão dos Estados Unidos.

A minha atual série favorita, Jane the Virgin, ficou de fora até das indicações, muito embora Gina Rodriguez estivesse lá linda, super leve e plena. Fiquei meio triste, apesar de ter consciência que as últimas temporadas não tenham sido as melhores. Enfim, vida que segue!

69th Annual Primetime Emmy Awards - Show

Por outro lado, foi muito bom ver a maravilhosa This Is Us concorrendo a vários prêmios (inclusive o de melhor série dramática) e ter levado pra casa dois: melhor ator em série dramática (Sterling K. Brown, o Randall) e melhor ator convidado em série dramática (Gerald McRaney, o Dr. K.). This Is Us foi uma grata surpresa deste ano, é super promissora e dia 26 temos segunda temporada chegando para acalentar nossos corações! Vem logo!

69th Annual Primetime Emmy Awards - Press Room

Agora, o bacana dessa edição do Emmy foi que as duas séries mais premiadas são dominadas (uma na direção e ambas na interpretação) por mulheres. The Handmaid’s Tale tomou conta da noite, levando seis prêmios em categorias concorridíssimas: melhor série dramática (concorrendo com The Crown, House Of Cards e This Is Us, entre outras mega potencias seriadísticas); melhor atriz em série dramática (para Elisabeth Moss, que superou a toda-soberana Viola Davis – portanto, o prêmio deveria ser em dobro); melhor atriz coadjuvante (Ann Dowd), melhor atriz convidada (Rory Gilmore, digo, Alexis Blendel), melhor direção e melhor roteiro. E daí me pergunto: porque tanta demora para providenciar o download mais próximo?!

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A segunda mais premiada foi a incrível Big Little Lies. Falarei desta série em outros posts, mas o caso é que ela veio com tudo e emplacou bonito, levando o prêmio de melhor minissériemelhor atriz em minissérie (Nicole Kidman, merecidíssimo!), melhores atriz e ator coadjuvantes (Laura Dern e Alexander Skarsgard), além de melhor direção. Big Little Lies é brilhante e aguardo ansiosamente por um posicionamento da HBO sobre a data da próxima temporada!

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Outro destaque – que não é novidade – foi Veep. Levou a melhor série cômica melhor atriz em série cômica – para Julia Louis-Dreyfus, que passe a ser uma das atrizes mais premiadas do Emmy. Nunca assisti, mas tenho curiosidade, alguém indica?

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E pra quem (eu!) sentiu falta da gigante das séries, Game of Thrones, eis que a última temporada não estreou há tempo e então não humilhou a concorrência este ano. Aguardaremos até o próximo!





17 de outubro de 2016

Há um bom tempo, quando ainda nem fazia parte do catálogo do Netflix, li em algum lugar sobre Jane The Virgin e resolvi assistir ao piloto. Achei tosco já nos primeiros dez minutos, abandonei a ideia e caiu no esquecimento. Eis que, um tempo depois, a Thereza do Fashionismo publicou esse post, falando do quão bacana era a série e, inclusive, que chegava a altura de Gossip Girl (ou seja, o maior dos elogios que a tal da Jane poderia receber!). Voltei a me interessar, mostrei para uma amiga o post, mas fui adiando e esqueci de novo. Então, essa minha amiga – que, diga-se de passagem, tem um gosto seriadístico deveras parecido com o meu – reforçou a ideia de dar uma segunda chance para a tal série quase-latina, dizendo que era muito mara, e aí me rendi. Desprendida dos preconceitos iniciais, fui de coração abertíssimo, sexta-feira final de tarde, rever o piloto e só larguei no domingo a noite. Pois é, Jane (…ou Rafael?!) me pegou de jeito!

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Quem me conhece sabe – e quem não conhece bem, vem cá dar uma olhadinha! – que eu tenho uma queda por dramalhões com conotação mexicana! E assim é Jane The Virgin (inspirada na venezuelana Juana, la virgen). Moderna, com uma pegada muito latina, personagens encantadores (and gatos), Jane é aquela série que conseguiu me fazer esquecer da vida, do celular, do whatsapp e (quase) do mundo, como há muito não acontecia. Com enredo dinâmico e envolvente, a trama é desenvolvida em Miami e obviamente gira em torno da garota de 23 anos que dá nome à série. Jane mora com a mãe e a avó – duas figuras fortes e paradoxais -, namora Michael, trabalha no hotel de Rafael (suspiros!) e se descobre filha de um grande astro de telenovelas, o sensacional e caricato, Rogelio de La Vega (qualquer semelhança com o sobrenome de casada da Maria do Bairro não deve ser mera coincidência!). A moça pretende casar virgem, por uma ideia incutida desde criança em sua cabeça pela abuela, mas… fica grávida! An?! Sim, já no primeiro episódio ela é inseminada artificialmente por engano pela Dra. Alver, irmã de Rafael (é, o do hotel, com quem Jane teve um ligeiríssimo affair 5 anos antes). Ah, importante: o semên é de Rafael e, portanto, ele é o pai. A parte má do rolo todo fica por conta de Petra, a esposa loira, magra, alta e linda de Rafael. Ela é uma vilã com muita classe e com expressões faciais excelentes, a gente fica naquela oscilação de amar/odiar o tempo inteiro!

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Enfim! Ainda tô na primeira temporada, mas já amo Jane Gloriana Villanueva & cia muito, muito mesmo! E por aí, alguém assiste essa série mara?





31 de julho de 2016

Como o meu tempo para escrever no blog anda curto, achei que seria bacana compartilhar um resumo das coisas que têm me feito suspirar recentemente…

 

 

TEATRO | O Topo da Montanha

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Estávamos, marido e eu, em São Paulo no final de semana passado e ficamos felizes ao constatar que a peça inspirada no último dia de vida de Luther King estava em cartaz. Produzida, dirigida e encenada pelo fantástico Lázaro Ramos e estrelada também pela esposa dele, Taís Araújo, O Topo da Montanha é daquelas peças que tu gostarias de dizer para o mundo todo assistir. Inclusive, na saída do teatro, atrás de mim um rapaz comentava com a moça ao lado que era a terceira vez que estava assistindo e já tinha levado quase toda a família! E, de fato, vale a pena, vale muito a pena insistir que quem tenha a oportunidade de ir, vá.

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Apesar do contexto dramático, o humor é dosado com precisão perfeita, o diálogo é fantástico e a interpretação é fenomenal. Taís é ótima atriz, mas Lázaro… Lázaro é fabuloso! Ele nos remete uma carga emocional altíssima, fiquei tocada, emocionada e muito reflexiva. É de arrepiar!

 

 

EXPOSIÇÃO | Picasso: mão erudita, olho selvagem

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Ainda em SP, no Instituto Tomie Ohtake, fomos ver as obras do Pablo Picasso. Gosto de arte desde criança, mas nunca havia me interessado muito especificamente por esse gênio espanhol. Hoje eu sei o motivo: eu não entendia. Então, na semana anterior eu li alguns artigos e a biografia para ir um pouco mais informada. Foi essencial para entender um pouquinho da genialidade de sua fantástica arte.

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A exposição, com mais de 90 obras (entre pinturas, desenhos, esculturas, cerâmicas) é linda e instigante. Picasso ganhou uma fã.

 

 

NETFLIX | Gilmore Girls

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Não peguei o tempo de Gilmore Girls. Até já tinha visto brevemente Rory e Lorelai pelos sbts da vida, porém a dublagem fajuta não me despertava o menor interesse. Aí que carente de séries fofas e leves, com a chegada do clã Gilmore ao Netflix, algumas amigas me incentivaram a dar uma chance. Como a Ju tinha assistido tudinho há pouco tempo e amado muito, botei fé e vi o piloto. Me apaixonei. É um seriado tranquilo, relaxante, simples e delicioso de assistir. A Kaka definiu perfeitamente: Gillmore Girls é confortável.

 

 

LIVROS | Princesa Sultana

Tenho um interesse quase inexplicável pela cultura árabe e há muito tempo, conversando sobre o assunto com uma amiga, ela comentou que tinha adorado o livro As Filhas da Princesa (Jean Sasson). Anotei no Skoob para futuramente dar uma olhada, mas acabou caindo no esquecimento. Aí certa vez, dando uma olhadinha na rede para trocar uns livros, pesquisei por ele. Descobri que era uma trilogia, iniciada por Princesa (1998) e seguido por As Filhas da Princesa (2000) e Princesa Sultana (2004). Todos escritos pela autora norte-americana Jean Sasson em parceria com uma princesa de alta posição da Arábia Saudita, sob o pseudônimo Sultana.

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A sequência segue a história real da princesa e conta muito das atrocidades vividas pelas mulheres sauditas. Os acontecimentos impressionam muito e a luta de Sultana pelos direitos femininos é comovente. Fiquei aficcionada pelos livros e, quando terminei o último, descobri que recém havia lançado no Brasil um quarto livro, Princesa: mais lágrimas para chorar, contando o que ocorreu na vida da Sultana nesses mais de 10 anos desde a última edição e como está a vida dela hoje, mais ou menos com 50 anos. Comprei imediatamente e é o que estou lendo nesse momento. E amando.





17 de julho de 2016

No terceiro e último post sobre as pâtisseries parisienses (clique para ver a Parte 1 e a Parte 2 – esta sobre macarons!), vamos falar de algo que é difícil encontrar alguém que não goste: chocolates! Paris tem alguns dos melhores chocolatiers do mundo e, na minha opinião, o mais bacana deles é o certificado pelo MOF (Meilleur Ouvrier de France), PATRICK ROGER.

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As boutiques são quase joalherias e os chocolates, verdadeiras obras de arte. Além de chocolatier consagradíssimo, Patrick é escultor. E em cada época e em cada vitrine sua, tu te deparas com alguma escultura (toda de chocolate, claro, e produzidas sem molde) impressionante.

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Os chocolates são inevitavelmente caros, mas valem cada euro. Os sabores variadíssimos, com crocância e cremosidade na medida exata, inesquecíveis! Alguns vêm em verdadeiras caixinhas de joias e esses são os mais preciosos.

Uma das opções que vem na dita caixinha: trufa de chocolate com ganache de caramelo salgado e siciliano: de comer rezando o rosário inteiro!

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Outra excelente opção são os chocolates de JACQUES GENIN. Na verdade, foi uma grata surpresa, pois o objetivo quando fomos à loja não era exatamente os chocolates. É que Jacques (sim, já fiquei íntima, haha) é conhecido por seu perfeito mil folhas, facilmente o melhor de Paris. Porém, embora sedenta para provar essa iguaria – que nem curto muito na versão brasileira, mas os franceses são outros quinhentos -, era época de Páscoa e quando chegamos na bela boutique no Marais, todos os doces disponíveis se resumiam a chocolates. Então, ok, fizemos o sacrifício de levar uma bela caixinha para o hotel.

Com um tantinho de decepção por ter perdido (dessa vez!) a oportunidade de experimentar o melhor mil folhas, descobrimos um dos melhores chocolates que já comemos. Mais sabores incríveis, deliciosas opções de pequeno tabletes que de derretem na boca com explosão de sabores. Amei e indico muito!

Lembrando que assim como os demais doces francesas, os chocolates deles são muito diferentes dos nossos. Menos açúcar, sabores mais fortes e marcantes são as principais diferenças no meu ponto de vista. E, confesso, há muito evito comer os tradicionais daqui, por conta disso.

Quem tiver mais dicas de pâtisseries francesas, não esqueça de deixar nos comentários para quem passa por aqui poder conhecer também!